O amor e a caridade

Afinal, o que é o amor que tanto motiva as pessoas, inspira os poetas e tem o nome repetido aos quatro ventos?

Posso falar em amor se rejeito meu vizinho em razão de sua orientação sexual? Se evito o colega por conta de sua cor ou raça? Existe amor se ignoro as pessoas mais velhas? Haverá algum amor sem caridade?

Conheço uma senhora que, há muitos anos, preocupa-se com a alimentação de um pobre morador de rua, protegendo-o da discriminação e maus-tratos de quem ignora as dores alheias. Essa mulher, ao encontrar uma pobre família dormindo na rua, voltou à sua casa, em busca de algum cobertor que aplacasse o frio dos desabrigados. Suas vizinhas, inconformadas, criticam sua disposição de sempre receber em casa todas as pessoas pobres que conhece, gente do interior, antigas faxineiras. A todos sempre acolheu, com uns biscoitos e café, ouvindo as suas histórias.

A caridade, para ela, não se resume a uma recomendação religiosa, um conceito, uma palavra bonita. Ela vive a caridade. É a sua vida. Seja quando presta auxílio material aos necessitados ou nas horas em que oferece sua hospitalidade, apoiando velhas amigas que precisam de sua companhia serena, ela está sempre doando seu tempo e sua energia sem esperar absolutamente nada em troca.

Muitas vezes fico pensando nessa mulher maravilhosa. Ela não faz ideia do impacto que o seu exemplo tem sobre as pessoas que afortunadamente gozam de seu convívio. O seu amor é tão grande que faz acreditar que a vida vale a pena e que nem tudo está perdido nesse tempo em que o egoísmo é a lei.

Isso é tudo por hoje. Prosseguirei refletindo em seu exemplo…

4 ideias sobre “O amor e a caridade

  1. É isso aí Márcia! Tem pessoas que vivem o amor assim como Cristo recomenda. Essas pessoas são dignas de toda a nossa consideração e respeito.
    Para você e esta senhora caridosa, o meu mais carinhoso abraço.

  2. Márcia,
    Falar em amor e caridade é falar em COTA, nossa inesquecível tia Cota!
    Ela foi alguém que, embora com poucos recursos, não deixava ninguém que estivesse precisando, passar fome.
    Perdia noites à cabeceira de um doente, dando-lhe remédios e carinhos…
    Cuidava de todos com amor; aplicando injeções, fazendo curativos em ferimentos… mesmo que fossem feridas abertas e mal cheirosas! Fazia tudo isso sem esperar nada em troca!
    Cuidava de todos nós com um amor imenso! Ajudou minha mãe na nossa educação. O mais incrível era que a nossa querida Cota conseguia nos orientar
    sem que nunca precisasse usar uma palavra ríspida conosco!
    Cota era AMOR E CARIDADE!

  3. Márcia,
    Seu texto me emocionou, pois convivi com uma pessoa que era exatamente assim: MINHA INESQUECÍVEL TIA COTA! Aliás, ela e minha mãe formavam uma dupla perfeita!
    Cresci vendo essas pessoas distribuindo AMOR E CARIDADE. Eu não podia ser diferente!
    Beijos!

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