Uma pilha de livros emprestados

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Tenho uma amiga que compartilha a minha paixão por livros e é, além de minha própria mãe, a única pessoa a quem empresto livros e de quem tomo livros emprestados. Por conta desse interesse comum, vez por outra engatamos conversas animadas sobre autores e livros. O nosso micro-clube do livro mantém-se ativo, alimentado por sugestões de títulos e escritores recém-descobertos. Antes de sair de férias, no final do mês de abril, ela me emprestou uma pilha de livros, que hoje começo a ler, mas não sem antes apresentá-los aqui, com suas capas, contracapas e orelhas. Posteriormente, trarei as respectivas resenhas.

1. Eu sou Ozzy, de Ozzy Osbourne om Chris Ayres, Editora Benvirá, 380 páginas.

Contracapa:

Meu pai sempre disse que eu iria fazer algo importante algum dia.

“Sinto isso, John Osbourne”, ele me dizia, depois de algumas cervejas. “Ou você vai fazer algo muito especial, ou vai acabar na cadeia.”

E ele estava certo, meu velho pai.

Fui parar na cadeia antes de completar dezoito anos.

Orelha:

Conhecer em detalhes a vida do Sr. John Michael Osbourne é adentrar também na história, desde seus primórdios, de um dos segmentos musicais mais amados dentro do rock’n’roll: o heavy metal. Ao lado de seus companheiros do Black Sabath, Ozzy deu um significado único à música pesada, que teve continuidade mesmo depois de seu desligamento da banda, numa carreira solo brilhante e milionária com passagens que vão desde seus momentos de insanidade até aqueles que o retratam como um dedicado pai de família. Eu sou Ozzy é um registro completo que mostra que nem tudo na vida de Ozzy foi loucura. Leia com o volume no máximo.” (Vitão Bonesso)

2. Pequena abelha, de Chris Cleave, Editora Intrínseca, 270 páginas.

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Contracapa:

Não queremos lhe contar O QUE ACONTECE neste livro.

É realmente uma HISTORIA ESPECIAL, e não queremos estragá-la.

AINDA ASSIM, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte:

Esta é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tom,ar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa…

Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como esta narrativa se desenrola.

3. Pequenos terremotos, de Jennifer Weiner, Editora Record, 458 páginas.

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Orelha:

Primeiro vem o amor, depois, o casamento… é justamente quando as coisas começam a ficar interessantes…

Jennifer Weiner nos apresentou às irmãs Rose e Maggie Feller no divertidíssimo Em seu lugar, que ganhou as telas estrelado por Cameron Diaz e Toni Collette. A dupla reproduziu com perfeição os traços sarcásticos e irônicos das personagens. Pequenos terremotos, ao que parece, vai seguir a mesma trajetória das-livrarias-para-as-telas-do-cinema. Os produtores de Erin Brockovich já reservaram os direitos desse livro hilariante.

Neste novo romance, Jennifer Weiner apresenta aos leitores um retrato fiel sobre a falta de sono e a amizade entre quatro mulheres muito diferentes, que experimentam uma das transições mais maravilhosas e “arriscadas” da vida: a maternidade,

Rebecca Rothstein-Rabinowitz é uma gordinha muito sexy, com um marido maravilhoso e amigos superbacanas. Ela é chef de um dos restaurantes mais badalados da cidade, além de ser mãe de uma menina linda… E tem também uma sogra, verdadeira mala-sem-alça, que caiu de para-quedas em sua vida.

A vida de Kelly Day parece perfeita como um comercial de margarina. Mas, por trás das portas de seu apartamento, ela batalha para equilibrar trabalho e maternidade – Kelly é atípica mãezona, que anota cada passo e gesto do pequeno Oliver em um caderno. O fardo fica por conta do marido desempregado, cuja única atividade é zapear pelos canais de TV durante oito horas por dia.

Já Ayinde Towne patina em terreno duvidoso. Ela segue à risca um livro de auto-ajuda chamado O sucesso do bebê, enquanto o marido trai sua confiança no momento mais vulnerável de sua vida, colocando o casamento em risco.

Por fim, encontramos Lia Frederick, que deixou para trás marido, um segredo trágico e a glamourosa carreira em Hollywood. De volta à sua Filadélfia natal, quer começar uma nova vida.

Com humos peculiar e generosas doses de sarcasmo, Jennifer Weiner revela o que acontece depois do “E foram felizes para sempre…”, a caixinha de surpresas chamada “casamento” e suas particularidades, como “a gestação”, que ao fim de 9 meses revela um presentinho de pouco menos de quatro quilos.

De ioga pré-natal ao sexo pós-parto, de irmãs e maridos a mães e sogras, Pequenos terremotos é uma visão sincera, engraçada e profundamente fiel às comédias e tragédias do amor e do casamento.

4. E nós chegamos ao fim, de Joshua Ferris, Editora Nova Fronteira, 350 páginas.

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Contracapa:

No início chamávamos aquilo de um modo comum: ser demitido, ser mandado embora. Depois ficamos criativos: receber o bilhete azul, ser chutado para escanteio, ser mandado para o olho da rua. Ultimamente, uma nova frase havia feito sucesso: ‘andar na prancha’. Alguém a havia retirado de uma música de Tom Waits, mas era uma expressão muito, muito antiga, como lemos num dicionários de expressões idiomáticas. ‘Forma de punição imposta por piratas’, dizia o dicionário, ‘em que o prisioneiro, geralmente de olhos vendados, era obrigado a andar numa prancha de madeira, que se estendia para fora do navio, até que caísse na água para que morresse afogado ou devorado pelos tubarões’. Aquilo parecia combinar com a nossa situação. Na música,Tom Waits canta sobre caminhar para uma execução, e aquilo parecia combinar também. Como no corredor da morte, assistíamos à caminhada solitária do demitido pelo,longo corredor acarpetado, com a coordenadora do escritório abrindo caminho, e em seguida o demitido desaparecendo atrás da porta de Lynn Mason. Alguns minutos depois, víamos as luzes baixas provocadas pela queda de voltagem, escutávamos o barulho da eletricidade e sentíamos o cheiro de carne cozida invadindo o ambiente.”

E nós chegamos ao fim é um romance ácido e espirituoso, extremamente realista e divertido” New York Times

E nós chegamos ao fim é muito engraçado, profundo, fascinante. Pela primeira vez um livro de ficção consegue reproduzir com perfeição como nos relacionamos no trabalho atualmente. Mas Joshua Ferris não trata apenas do trabalho, e sim da humanidade.” The Times

5. Férias, de Marian Keyes, Editora Bertrand Brasil, 559 páginas.

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Orelha:

Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga – pode-se mesmo dizer muy amiga – de drogas. Até que a sua vida vai para a Cucuia e ela, na marra, para o Claustro – a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra suficiente para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo da coisa, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academias e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas.

Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor em sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular?

Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem do Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale…

Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado.

E assim chegou ao fim a minha pilha de livros. E você, o que está lendo agora?

2 thoughts on “Uma pilha de livros emprestados

  1. Olá prima, que lista diversificada e divertida!
    Amei a sinopse de Eu sou Ozzy! rsrsrs…
    Gosto de meia dúzia de músicas do Black Sabbath e acompanhei algumas loucuras do Ozzy em um programa que passava na velha MTV, contudo sempre o tive como aquele senhor louco que comeu um morcego vivo. Então, deve ser interessante ler mais sobre a vida dele. Esse é um livro que lerei no futuro.

    Mais de duas pessoas já me indicaram Pequena Abelha, mas confesso que nunca me interessei a fundo. Tenho receio desses livros que se pretendem e avisam que serão especiais em nossas vidas! rsrsrs…
    É similar ao que sinto quando vejo aqueles que já vem anunciando que precisarei de uma caixa de lenços ao lado, sei lá, meio que me sinto obrigada a me emocionar e perco todo o gosto pela leitura. Por isso, irei aguardar sua resenha, na qual confio bastante! ^^

    E, enfim, nós chegamos ao fim! Rsrsrs…
    Não entendi ao certo qual a trama do livro, mas de todos foi o que mais deu vontade de ler.
    Espero que seja uma ótima leitura para esse clima frio que se instalou na cidade!

    Aguardo as resenhas.
    Beijos,
    Bella.

  2. Olá, Márcia!
    Gostei demais da sua pilha de livros. Que beleza! Ainda mais em uma tarde chuvosa de domingo, com esta. A dúvida é:” por onde começar?…”
    Bem, eu começaria por PEQUENOS TERREMOTOS.
    Todos os livros parecem bons.
    No momento ainda estou lendo CASA DE PENSÃO de Aluísio Azevedo. Na verdade estou lendo pela segunda vez! Quando gosto de um livro leio várias vezes.
    Vou voltar ao meu livro. A tarde está ótima para isso: uma chuvinha gostosa!
    Beijo!

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