Um novo ano

O novo ano já começou. A vida, contudo, é a mesma do ano que findou. É inegável que o período festivo cria um ambiente um tanto etéreo, fazendo parecer que vivemos um momento mágico de transformação. A passagem de ano induz ao estabelecimento de metas ambiciosas. Existem algumas clássicas resoluções de ano novo: perder peso, mudar de emprego, voltar a estudar, abandonar o sedentarismo. Há, ainda, alguns planos mais amplos: cuidar melhor da saúde, dar mais atenção à família. E, é claro, existem os projetos concretos a serem realizados: comprar uma casa, realizar uma viagem, iniciar um curso.

Pessoalmente, aprovo todos os planos, todos os projetos, todas as resoluções. Principalmente porque só tratam de coisas boas. Nunca soube que prometesse maldades para o ano que se inicia. Ou, pelo menos, se alguém assim o faz, cala-se. Se pudéssemos ser aquilo que sonhamos no dia 31 de dezembro, teríamos um ano encantador, com todas as pessoas sendo muito felizes, além de magras, saudáveis, amorosas, dedicadas, realizadas profissionalmente. Eu própria, se me fosse dada a possibilidade de realizar a mágica do ano novo, deixaria 5 quilos em 2015. Mas aí não seria vida. Eu estaria em um filme da Disney, daqueles lindos, com princesas encantadas, sereias, gênios da lâmpada, bonecos de madeira, animais falantes e muita magia.

A vida é diferente. Os planos para o ano novo não podem ser considerados sequer como planos se não se fazem acompanhar de ações concretas. Vamos ao meu exemplo. Perder 5 quilos? Ora, não é tão difícil, eu posso dizer. Basta fazer uma dieta espetacular, muita atividade física etc etc. Mas, se é assim tão simples, por que motivo não consegui em 2015? As respostas são todas conhecidas. O que é preciso para que o ano novo seja realmente novo é agir diferente. Não basta dizer que quero emagrecer. Não basta efetuar a matrícula na academia, ou consultar a nutricionista, ou encher a geladeira de legumes e frutas. É preciso aceitar a vida nova de braços abertos, com as suas exigências e compensações. Para voltar a estudar, é preciso reservar tempo para isso e afastar as distrações. Para abandonar a vida sedentária, é preciso movimentar-se, sem desculpas. Para dedicar-se mais à família, é preciso mudar as prioridades e reaprender a alegria da união.

Cada uma dessas mudanças exige pequenas ações diárias que, reiteradas, tendem a tornar-se hábitos. É preciso acreditar na transformação. É preciso persistir. E assim, adotando novos hábitos, podemos tornar reais as promessas de ano novo.

2 thoughts on “Um novo ano

    • É isso mesmo Marcia.Mudanças podem ser feitas em qualquer época . Só depende do livre arbitrio ,estabelecer metas e manter o foco nos objetivos visados.

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