Com a força do pensamento…

Quando era adolescente, participei de dois cursos sobre o poder da mente, com o Padre Lauro Trevisan. Ao longo da vida, mantive a crença no poder do pensamento positivo. E é assim, com a força do pensamento, que, neste ano de 2016, pretendo atingir alguns objetivos pessoais. Apesar dos gracejos que desperta, essa é uma ideia que vem se fortalecendo. O tema não é nenhuma novidade, mas creio que terei maiores chances de êxito se conseguir reprogramar meu pensamento para adotar novos hábitos sem associá-los a sacrifício.

Vamos à prática. Partindo de um projeto simples e comum a grande número de pessoas: eu preciso perder alguns quilos. Não muitos, mas persistentes. Ao longo do ano passado, com o devido acompanhamento de cardiologista, endocrinologista e nutricionista, consegui identificar alguns pontos fracos e melhorar os resultados dos exames de colesterol e vitamina D. Agora, como diz um dos médicos que me acompanham, é a hora de ter força de vontade e virar o jogo.

Ao longo da vida, nunca tive problemas de peso. Porém, há cerca de dois anos, após uma mudança de trabalho, ganhei cinco quilos no curto espaço de oito meses. Esses quilos ainda estão aqui. A pior consequência foi a absurda elevação das taxas de colesterol. Após avaliação, concluímos que a causa do ganho de peso foi a alteração dos hábitos alimentares e de atividade física, em razão da mudança no horário de trabalho, pois eu passava da hora do almoço, fazendo pequenos lanches e almoçando no meio da tarde. Além disso, larguei a academia. O resultado não poderia ter sido outro.

A virada começou ainda no ano passado, quando voltei ao horário de trabalho costumeiro, liberando minhas manhãs para atividade física e permitindo que voltasse a almoçar no horário certo. Tal modificação foi insuficiente para a perda de peso, pois cometi vários pecados alimentares, consumindo grande quantidade de guloseimas (chocolatinhos, brigadeiros, sequilhos, bolo de pote…). Assim não tem quem consiga emagrecer…

Acabou o ano de 2015. O que fazer? Uma coisa é certa: não basta ir ao médico, à nutricionista, fazer a matrícula na academia. Apenas com uma completa reformulação do pensamento é possível perder peso. Tenho aproveitado o verão para caminhar na orla de minha cidade, Salvador. Acordando cedo, às 5 da manhã, é possível estar no calçadão às 05:30h e,após uma hora de caminhada, estar de volta em casa antes das 07:00h, para banho e café da manhã, e com a manhã inteira livre. “Ora, Márcia! O meu limite para acordar é 07:00h. Antes disso, nem pensar!”, disse um amigo.  Bem, eu integro aquela parcela da população que gosta de acordar cedo e tem o melhor rendimento no turno matutino. Ou seja, independentemente da caminhada, sempre acordo às 05:00h. Se estiver chovendo, ou se estiver doente e não puder sair para a caminhada, ficarei lendo até as 07:00h.  A dificuldade não está, portanto, em acordar, mas em levantar, trocar a roupa e sair para caminhar.

Esse é o momento em que se inicia a reprogramação mental. Se permaneço pensando no conforto da cama, nas horas de sono a mais, a caminhada matutina sempre será um sacrifício. Por outro lado, se insisto em repetir que o exercício tem por objetivo o emagrecimento ou a redução do colesterol, ou algo do gênero, a caminhada continuará a ser sacrifício, embora com uma compensação ao final. E sacrifício, bem sabemos, está relacionado a sofrimento, o que ninguém deseja.

Mudei minha estratégia: todos os dias quando acordo, lembro do quanto me sinto feliz e disposta ao retornar da caminhada. Penso também na agradável sensação provocada pela brisa marinha batendo no rosto e na paz transmitida pela paisagem da praia que avisto nas caminhadas matinais. Já não penso na cama quentinha, no frescor do ar condicionado, nem lamento as horas de sono abandonadas. Também não me preocupo com quilos a menos ou barriga lisinha. Apenas me sinto abençoada por ter saúde e poder, mais uma vez, sair para andar por minha cidade. Aproveito o momento da caminhada para respirar e agradecer por todas as coisas boas que a vida me proporciona, principalmente o convívio com as pessoas que amo.

Dentro dessa toada, pretendo reprogramar minha mente no quesito alimentação. Creio que tenho grandes chances de êxito, pois, quando me descobri alérgica a frutos do mar, abandonei-os sem saudades. O fato de não poder comer camarões não me faz sofrer, nem mesmo quando as pessoas ao meu lado estão comendo-os, em uma festa ou restaurante. É um tanto óbvio que em minha casa, eu não preparo, nem compro. O principal, porém, é que eu não sinto nenhum desejo de comer frutos do mar.

Essa é a postura que pretendo adotar em relação aos doces. Eu não vou comer porque não quero. E vou abandonar o desejo por açúcar, porque eu posso decidir o que quero para mim. Ainda não consegui adotar uma visão tão positiva quanto aquela que já tenho em relação à caminhada. Abandonar os doces ainda representa sacrifício para mim. Mas espero que, em breve, consiga me focar positivamente em outras coisas, como preferir comer uma fruta a uma fatia de torta, ou trocar um chocolate por uma castanha do Pará. Ou preferir ler mais um livro, ou assistir a um filme, ou sair para um passeio em lugar de afundar em mais uma barra de chocolate.

O desafio é grande, mas eu confio no sucesso que me aguarda.

3 thoughts on “Com a força do pensamento…

  1. Eu acredito na força do pensamento, mas, em relação a exercícios físicos e controle na alimentação, ainda não está funcionando pra mim!
    Continuo tentando! Hoje já fiz um exercício na bicicleta.
    A partir dos setenta fica mais difícil, mas não é impossível; é só querer! Vou conseguir!
    Beijos!

  2. Você tem razão a força do pensamento é primordial para conseguirmos atingir nossas necessidades e metas.
    Não sou fã de doces nem de guloseimas. Tenho uma alimentação muito balanceada por opção de gosto , pois adoro legumes, verduras, peixes, saladas, não sou muito chegada a salgadinhos nem massas, não como fritura alguma. Na nossa casa não compramos óleo, tudo é refogado em cebola batida no liquidificador, mas …….. sou chocólatra assumida e aí resolvi comer só chocolates acima de 85 por cento cacau e amargo. Tem dado certo, vario muito pouco de peso.
    Bjs
    Marilu

  3. Que direi eu,hein?
    Eu que sempre fui cheinha, desde o tempo em que era jovem e me exercitava bastante!
    No meu caso entendo que com a idade o metabolismo ficou mais lento; eu precisaria comer bem menos. Estou tentando, mas está difícil!
    É uma questão de falta de conscientização!
    Tenho certeza que você cumprirá todas as suas metas; pois é muito determinada!
    Quanto à alimentação, será bem fáci controlar o peso, porque você nunca gostou muito de comer.
    (Este texto de hoje está muito bom, como sempre.)
    Beijos!

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