Uma vida tranquila

No silêncio do meu peito

Guardo as mais caras lembranças

Instantâneas alegrias

O que foi? O que foi?

 

Há tumulto pelas ruas

A vida moderna é confusa

Muitas palavras estão soltas pelo ar

Para onde vão todos?

 

Já são cinco horas

Já são dez horas

O dia acabou

A vida é muito curta

 

Acordo cedo, muito cedo

Tomo café e tenho pressa

Em ser tragada pelo cotidiano

De uma vida tranquila

 

Passou a primeira estação

Perdi o ponto

Hoje é dia vinte

Logo termina o mês

 

Você se lembra de mim?

Os dias passam

Outro congestionamento

Na rotina de uma vida tranquila

 

Já é abril

Precisamos pagar nossas contas

Já é dezembro

Temos que preparar o Natal

 

Há tumulto nas ruas

E a nossa vida continua tranquila

Cumprimos nossos protocolos

De maneira exemplar

 

O que foi? O que foi?

Você lembra de mim?

Os dias passam rapidamente

Tranquilamente

 

No silëncio do meu peito

Meu coração bate afoito

Com suas lembranças

Suaves, suaves…

3 thoughts on “Uma vida tranquila

  1. Márcia.
    Gostei do seu poema ! Agora você está mais comedida, inserida no cotidiano, sem revoltas.
    Quando você falou sobre as coisas que gosta, mandou uma “direta” pra mim e repudiou até as missas dominicais. Estava zangada mesmo !
    Agora, de bem com a vida, façamos as pazes ! Quero continuar trocando ideias com você.
    Com carinho, receba um abraço da tia que a ama
    Terezinha.

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