Projeto: destralhar (Pudim de pão salgado)

Ano novo, vida nova… Será? São tantos projetos nesse início de janeiro… Uma boa ideia para começar o ano é organizar um pouco a vida. Isso nos dá asas para desenvolver os demais planos. E uma das ações que inevitavelmente precisam ser realizadas durante o processo de organização pessoal é a eliminação do excesso.

Quando comecei a ler sobre o assunto, vi a expressão “destralhamento”, que consiste em uma adaptação do inglês “declutter”. Clutter pode ser traduzido como o substantivo bagunça, desordem. Ou como o verbo atravancar, entulhar. Declutter, portanto, corresponde à ação de desentulhar, desatravancar. A criatividade da turma que escreve a respeito do tema encontrou um verbo muito mais divertido: destralhar, ou seja, eliminar a tralha. Normalmente se diz que tralha é alguma coisa que não presta para nada e só faz atrapalhar. O que nem sempre é tão fácil de ser identificado.

Fonte: Mail Online (dailymail.com.uk)

Isso soa quase como um ritual na religião dos organizadores. É preciso identificar, separar e eliminar a tralha.  E o que é tralha? É lixo? Não necessariamente. Trata-se de um conceito mais complexo do que pode parecer. Tralha para você pode não ser para mim. Aquilo que você não usa, não precisa, nem ama, mas ocupa espaço em sua casa, em sua vida, é tralha. Cuidado apenas com a extensão dada, nesse contexto, ao verbo amar. Porque aqueles acumuladores que aparecem em programas de TV acreditam amar todas as tranqueiras que juntam em suas casas. Para uma pessoa assim, até o lixo pode ter valor sentimental.

Os brinquedos das crianças são tralha? A minha filha guarda em uma mala as suas bonecas favoritas, pois pretende dá-las à filha que talvez venha a ter. Isso é tralha? De modo algum. São sonhos, planos, desejos. São alimento para a alma. Não significa que todos os brinquedos foram guardados. Apenas as bonecas favoritas permaneceram. As demais partiram, há muito tempo, para alegrar e divertir outras crianças.

Antes que me perguntem, não pretendo falar sobre minimalismo, pois quanto mais leio e estudo mais me convenço de que se trata de uma filosofia de vida e, como tal, merece muita reflexão. Seja a favor ou contra. Já o destralhamento é absolutamente democrático, independe de classe social, cor, raça, religião, time de futebol ou partido político. É questão de ordem.

Destralhar dá um bocado de trabalho, ocupa o tempo e abre o apetite. Após um dia de intenso “declutter”, inventei uma receitinha de pudim de pão salgado que, fácil de fazer, teve um resultado muito bom. Perfeito para quando temos pouco tempo.

Você vai precisar de oito fatias de pão de forma, 200g peito de peru defumado ou blanquet de peru, 200g de queijo mussarela ou prato, 1 ovo, 1 xícara de leite desnatado, 1 colher (sopa) de margarina derretida, 2 colheres (sopa) de creme de leite, 1 colher (sopa) de maionese light e sal e orégano a gosto.

Inicialmente, prepare o creme, batendo o ovo até que espume. Acrescente o leite, a margarina, o creme de leite, o sal e o orégano, misturando bem. Reserve

Em um refratário retangular pequeno, arrume metade das fatias de pão de forma – pode cortá-las, não precisam ficar inteiras, desde que cubram todo o fundo da forma. Unte-as ligeiramente com a maionese.  Regue as fatias com o creme, para que fiquem bem molhadas  e coloque metade do blanquet ou peito de peru e metade do queijo. Repita a operação e leve ao forno por cerca de 20 minutos. Pode servir como lanche ou um jantar rápido.

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