Feliz hoje

Quando sentei para escrever o texto de hoje, minha filha apressou-se em apresentar uma playlist inspiradora: Saxophone Colossus (Rudy van Gelder Remaster).

Empolguei-me a prossegui com minha seleção de jazz. Inspirada pela trilha sonora, comecei a pensar no quanto sou feliz. Sem ignorar as dificuldades da vida e os grandes problemas existentes ao redor, não posso de me privar nem culpar por viver sempre feliz.

Tenho consciência de ser privilegiada: saúde, estabilidade financeira, família amorosa e unida, um grande amor. A alegria profunda é extraída de experiências muito banais. Talvez o fato de empolgar-me com os prazeres mais simples esteja por trás do permanente estado de felicidade em que vivo.

Música. É muito banal dizer que a música me alegra. Creio que isso acontece com todo mundo. Exceto, talvez, com o meu irmão caçula, que, embora tenha seguido a carreira musical, repete que o seu som preferido é o silêncio. Eu gosto de música, como minha mãe. São poucos os estilos dos quais não gosto. Basicamente não gosto de música sertaneja, embora reconheça se tratar de gênero muito popular. Em compensação, amo samba. Todas as vertentes do samba.

Gosto muito de rock’n’roll. Sou fã apaixonada de ópera. E guardo um canto especial no coração para o jazz e o blues. Neste momento, por exemplo, estou ouvindo Ella Fitzgerald.

Livros. Já falei tanto sobre isso em textos anteriores, mas não canso de mencionar a leitura como uma fonte permanente de alegria.

Dançar. Qualquer ritmo, mesmo sem saber dançar. É maravilhosa a sensação de deixar-se levar pelo ritmo.

Almoçar em casa. Divirto-me imensamente enquanto preparo as refeições. Gosto de descobrir novos paladares e desenvolver pequenas habilidades.

Assistir TV com minha filha. A melhor de todas as companheiras da vida é também a parceira perfeita para assistir a um bom filme ou acompanhar as séries do Netflix.

Arrumar guarda-roupa e mesa de trabalho. Essa é uma atividade que me alegra em todas as fases: desde a constatação da necessidade de organização até a apreciação do resultado final, passando pela árdua execução (de preferência ouvindo Frank Sinatra).

Esses pequenos prazeres, associados a um cotidiano de paz, entendimento e amor profundo, constroem a minha felicidade. E, arrebatada que sou por essa sensação de plenitude, vivo mais um domingo de sol nessa cidade linda e amada.

Só há um modo de ser feliz: hoje, aqui e agora, vivendo o momento presente, o exato instante em que estamos, sem apego a lembranças nem expectativas futuras. Sejamos felizes!

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