Sobre família, saúde, amor, felicidade…

Onde está a felicidade? Eis uma questão que, há séculos, desafia filósofos e religiosos. Infinitas respostas já foram apresentadas e nenhuma parece bastar. Nenhum consenso, nenhuma unanimidade. Cada pessoa carrega consigo valores reunidos ao longo da vida e que influenciam diretamente o seu conceito de felicidade, de vida boa. Sendo assim, soa pretensiosa qualquer tentativa de resposta universal. Nada nos impede, todavia, de formular nossos conceitos pessoais de felicidade.

Cabe perguntar a quem interessa tal espécie de divagação. Estou certa de que nem todos se ocupam com tais indagações. Sem emitir julgamento, penso que, num primeiro momento, parece mais fácil aceitar o conceito de felicidade do grupo a que se pertence: família, escola, congregação religiosa, meio profissional. Os meios de comunicação, por sua vez, também não cessam de apresentar imagens de perfeito júbilo, associadas a determinados estilos de vida, que, em sua quase totalidade, associam a felicidade à fartura material, à riqueza, à popularidade…

Sempre rebelde e eternamente inconformada com as respostas prontas, acredito na existência de um conceito individual de sucesso, de vida boa, de felicidade… Cada ser humano, marcado por suas experiências pessoais e, sem dúvida, influenciado pelos valores de seu tempo, constrói o próprio ideal de vida. Se defendo a liberdade de escolha da própria definição de felicidade, nenhuma crítica posso tecer acerca das opções dos outros. Em contrapartida, não aceito definições nem limitações às minhas próprias escolhas. Enfim, somos todos “metamorfoses ambulantes”, pois estamos em permanente transformação, sempre sob o influxo dos fatos sociais.

O que é felicidade, então? Hoje, para mim, felicidade é ter boa saúde e ver igualmente saudáveis as pessoas que amo. Felicidade é abraçar minha família, meus amigos e agradecer por suas presenças em minha vida. Felicidade é ter um trabalho a realizar e sentir cansaço ao final de um dia produtivo. Felicidade é sentir-me útil. Felicidade é buscar ser justa. Felicidade é enxergar a mim mesma em cada pessoa que encontro. Felicidade é ser mãe de uma garota absolutamente maravilhosa, corajosa, independente, amorosa, inteligente, dedicada, segura, que me conhece e compreende. Felicidade é ser fruto da união de meus pais, que foram premiados, destinados a viver o amor mais lindo e perfeito de que já tive conhecimento. Penso, sempre e a cada instante, o quanto sou afortunada por ser filha deles, exatamente como são, com suas qualidades e defeitos, suas manias e seu afeto infinito.

Felicidade é saber reconhecer quando somos felizes.

2 ideias sobre “Sobre família, saúde, amor, felicidade…

  1. Olá Mårcia!
    Gostei muito deste texto. Você descreveu seu conceito de felicidade exatamente como eu o faria.
    Hoje, agora, neste momento, sou a pessoa mais feliz e realizada deste mundo.
    Beijo!

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