O retorno

21 de agosto de 2012. Há cinco anos decidi criar um blog. Sem tema definido. Sem objetivos comerciais. Apenas um espaço para divagar. Escrever sobre qualquer assunto que viesse à cabeça. Sem expectativas. Sem cobranças.

Ao longo desses anos por diversas vezes suspendi a publicação de novos posts. Poderia apresentar uma justificativa mais simples, como a dificuldade em encontrar tempo para a elaboração e publicação dos textos em meio às responsabilidades profissionais e às demadas da vida pessoal. A falta de tempo, embora real, não seria, contudo, razão bastante para as férias prolongadíssimas. Poderia apenas dizer que perdi a inspiração. Mas essa também seria uma explicação simplista. A verdade é que, em certos momentos, deixei de me divertir com a escrita e essa sempre foi a principal razão para a criação do blog. Assim, quanto mais a publicação semanal se tornava uma obrigação, menor era a alegria experimentada com a finalização do post.

Bem, outro fato somou-se ao esvaziamento do prazer na escrita: durante este ano de 2017, abracei um ambicioso projeto de leitura (ao menos era ambicioso para mim), que consistia em ler 52 livros, ou seja, o correspondente a um livro por semana. Depois que descobri que Stephen King lê uma média de 70 a 80 livros por ano percebi quanto ainda estou distante de ser uma grande leitora. Voltando ao meu projeto: não estabeleci limites nem critérios para essa maratona de leitura, admitindo, portanto, qualquer tema, gênero, época ou estilo. Fiquei tão empolgada com a leitura que esqueci completamente do blog.

Há alguns meses (creio que em março), um amigo cobrou-me o retorno do blog. Outras pessoas já haviam perguntado o motivo do abandono. De vez em quando, ainda recebia um ou outro comentário em textos antigos, principalmente sobre o “dialeto baiano” e sobre o paralelo traçado entre três filmes que tinham por tema crianças em fuga. Todos esses comentários serviam para lembrar que a porta estava aberta. Embora o abandono das postagens tenha cobrado sua conta e eu tenha perdido a maior parte dos meus leitores habituais, sabia que sempre poderia retomar as minhas publicações. No início do mês de julho, li um livro de Stephen King, “Sobre a escrita”, que fez lembrar o que me moveu a criar o blog, cinco anos atrás. Tomei coragem e hoje, lenta e timidamente, volto às publicações semanais. Aos domingos, como sempre.

Nesse retorno, aproveito o gancho deixado pela última publicação, em 1º de janeiro de 2017, quando relacionei os livros que li em 2016 (foram 51!!!) e apresento a lista daqueles que li até 26/08/2017 (foram 42), não sendo incluídas nessa relação as leituras relacionadas ao meu trabalho. E há três livros com leitura em curso e que, por isso, não estão incluídos nessa lista. Nas próximas semanas, dentre outros assuntos, falarei mais detidamente sobre alguns livros da lista que segue:

Janeiro (07):

  • O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares – Ranson Rigss – Ed. Leya – 332 pgs.

  • A mente organizada – Como pensar com clareza na era da sobrecarga de informação – Daniel J. Levitin – Ed. Objetiva – 464 pgs.

  • Enquanto agonizo – William Faulkner – Ed. L&PM – 218 pgs.

  • Abílio – Cristiane Correa – Ed. Primeira Pessoa – 224 pgs.

  • A dama do cachorrinho (e outras histórias) – Anton Tchekov – Ed. L&PM – 185 pgs.

  • Foco – A atenção e seu papel fundamental para o sucesso – Daniel Golemn – Ed. Objetiva – 248 pgs.

  • As relações perigosas – Choderlos de Laclos – Ed. Penguin – 464 pgs.

Fevereiro (06):

  • A arte de ter razão – Schopenhauer – Ed. Martins Fontes – 116 pgs.

  • Um estranho no ninho – Ken Kesey – Ed. Record – 430 pgs.

  • Como ler livros: O guia clássico para a leitura inteligente – Mortimer J Adeler e Charles Van Doren – Ed. Realizações – 423 pgs.

  • Pluto ou um deus chamado dinheiro – Aristófanes – Ed. 34 – 161 pgs.

  • Dez considerações sobre o tempo – Bodil Jönsson – Ed. José Olympio – 156 pgs.

  • O guia do mochileiro das galáxias – Douglas Adams – Ed. Arqueiro – 204 pgs.

Março (04):

  • Guerreiras da paz – Leymah Gbowee com Carol Mithers – Ed. Companhia das Letras – 287 pgs.

  • O poder do hábito – Charles Duhigg – Ed. Objetiva – 03 pgs.

  • Em que crêem os que não crêem – Umberto Eco e Carlo Maria Martini – Ed. Record – 154 pgs.

  • David Copperfield – Charles Dickens – Ed. Cosac Naif – 1.243 pgs.

Abril (04):

  • O universo numa casca de noz – Stephen Hawkings – Ed. Intrínseca – 209 pgs.

  • Guia politicamente incorreto da história do Brasil – Leandro Narloch – Ed. Leya – 336 pgs.

  • A rebelião das massas – José Ortega y Gasset – Ed. Vide Editorial – 353 pgs.

  • Scrum – A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo – Jeff Sutherland – Ed. Leya – 221 pgs.

Maio (06):

  • O segredo judaico da resolução de problemas – Nilton Bonder – Ed. Rocco – 134 pgs.

  • Entrevistas com Woody Allen – Eric Lax – Ed. Cosac Naif – 490 pgs.

  • A arte da felicidade no trabalho – Dalai Lama e Howard C. Cutler – Ed. Martins Fontes – 239 pgs.

  • Cavalos partidos – Jeanette Wallls – Ed. Nova Fronteira – 332 pgs.

  • Pequenas atitudes, grandes mudanças – Caroline L. Arnold – Ed. Sextante – 183 pgs.

  • Sobre meninos e lobos – Dennis Lehane – Ed. Companhia das Letras – 338 pgs.

Junho (03):

  • Memórias de um caçador de lagartixas – Jourbert Filho – EGBA – 110 pgs.

  • Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adiche – Ed. Companhia das Letras – 63 pgs.

  • Manual de limpeza de um monge budista – Keisuke Matsumoto – Ed. Planeta – 171 pgs.

Julho (07):

  • Na minha pele – Lázaro Ramos – Ed. Objetiva – 146 pgs.

  • A alma imoral – Nilton Bonder – Ed. Rocco – 135 pgs.

  • Memórias de uma moça bem comportada – Simone de Beauvoir – Ed. Nova Fronteira – 318 pgs.

  • Sobre a escrita – Stephen King – Ed. Suma das Letras – 255 pgs.

  • Ter ou não ter: eis a questão – Nilton Bonder – Ed. Rocco – 126 pgs.

  • Os litigantes – John Grisham – Ed. Rocco – 447 pgs.

  • O ladrão de casaca – As primeiras aventuras de Arsène Lupin – Maurice Leblanc – Ed. Zahar – 278 pgs.

Agosto (06):

  • A inacreditável história de minha vida – Arnold Schwarzenegger com Peter Petre – Ed. Sextante – 518 pgs.

  • Misery – Louca obsessão – Stephen King – Ed. Suma das Letras – 326 pgs.

  • Isso me traz alegria – Marie Kondo – Ed. Sextante – 270 pgs.

  • O leitor do trem das 6h27 – Jean-Paul Didierlaurent – Ed. Intrínseca – 175 pgs.

  • A verdade sobre o caso Harry Quebert – Joël Dicker – Ed. Intrínseca – 565 pgs.

E assim é a nossa volta… Espero que setembro nos encontre com as energias renovadas e muita coragem para enfrentar novos desafios. Até o próximo domingo!

3 ideias sobre “O retorno

  1. Uhuuuuu!!!
    Estou amando esse espaço: uma extensão dos nossos “cafés com prosa” de segunda a sexta !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − 7 =