Uma longa fila de livros…

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No último mês estive completamente envolvida e absorvida por uma viagem que realizei com meu pai. Com isso, praticamente não li, embora sempre levasse um livro comigo. Agora, voltando à rotina, descobri que a fila de livros – desconhecidos ou releituras programadas – só faz crescer. Hoje apenas vou apresentar os livros recentemente adquiridos ou emprestados, com suas orelhas ou contracapas:

1. A jornada do escritor – estrutura mítica para escritores, de Christopher Vogler. Editora Aleph, 451 páginas.

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Quase tão antigo quanto o próprio homem é seu desejo de entender e dominar a arte de contar histórias.

Em 1949, no clássico O herói de mil faces, o estudioso Joseph Campbell conceituou a chamada Jornada do herói: uma estrutura presente nos mitos e replicada em todas as boas histórias já contadas e recontadas pela humanidade. Em A Jornada do Escritor, Christopher Vogler faz uma detalhada e esclarecedora análise desse conceito, tomando como base diversos filmes importantes.

Resultado de anos de estudo sobre mitos e arquétipos, somados à experiência de Vogler na indústria cinematográfica norte-americana, esta edição, revisada pelo autor, é uma obra de referência fundamental não apenas para quem deseja escrever boas histórias – bebendo da fonte dos mais belos e fascinantes mitos já criados pela mente humana -, como para quem quer entendê-las melhor, relacionando-as à própria vida.

“Este é um livro sobre as histórias que escrevemos, e talvez principalmente sobre as histórias que vivemos. É a obra mais influente que já encontrei sobre a arte, a natureza e o propósito de contar histórias.” Bruce Joel Rubin, roteirista de Stuart Little 2, Impacto profundo, Ghost: do outro lado da vida e Alucinações do passado.

2. Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. Editora Alfaguara, 639 páginas.

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“João Ubaldo é escritor baiano-polifônico, sensual e acre.” Glauber Rocha

Clássico da literatura brasileira, referência internacional da mais competente ficção de nosso país, Viva o povo brasileiro é romance profundo e arrebatador. Saudado como o “Rabelais tropical” por Jorge Amado, ao lançar seu primeiro livro, João Ubaldo Ribeiro se consagra, neste romance, como estrela de primeira grandeza, denunciando a maturidade de seu estilo – exuberante, erudito, com senso privilegiado de humor e malícia.

O desafio é ambicioso: narrar quatro séculos de história da Bahia, associando imaginação ao fato, na torrente de memória e da ficção, em que se misturam a verdade e a mentira das palavras. A obra cumpre exemplarmente seu projeto literário, enfeitiçando o leitor com linguagem transgressora, capaz de recriar a própria língua e nossa visão de identidade.

Lançado em 1984, Viva o povo brasileiro ganhou o Jabuti de Melhor Romace, seguindo a trajetória incomum de êxito na crítica e sucesso de público. Aqui podemos reler a história do ponto de vista dos subalternos e conhecer personagens antológicos, inventados ou não, por este autor essencial. Viva o povo brasileiro fascina e subverte, uma joia literária, romance fundador para nossa educação cultural e sentimental.

3. A primavera do dragão – a juventude de Glauber Rocha, de Nelson Motta. Editora Objetiva, 361 páginas.

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Com seu desmesurado talento e sua ambição artística, Glauber Rocha é um protagonista explosivo, estrela entre os jovens que projetaram o cinema brasileiro para o mundo na década de 60. Vivendo como filmava, em transe contagiante, ele fez da juventude uma experiência libertária e, aos 25 anos, foi consagrado em Cannes com Deus e o diabo na terra do sol. Quando assistiu à primeira projeção do filme, o jornalista e escritor Nelson Motta sentiu um impacto semelhante ao da primeira vez que ouviu João Gilberto cantando Chega de saudade. De admirador passou a amigo de toda a vida de Glauber, e agora recupera a trajetória de seus anos de ouro. Biógrafo pop e amoroso, Nelson Motta faz deste livro o retrato vivo de um cineasta tão genial quanto precoce, liderando uma geração ousada, abusada e transgressora, arrombando as portas do Brasil moderno.

4. O paradoxo sexual – hormônios, genes e carreira, de Susan Pinker. Editora Best Seller, 328 páginas.

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Por que as meninas que se destacam nos estudos e são consideradas as primeiras da turma ocupam cargos inferiores em relação aos homens quando ingressam no mercado de trabalho? Durante muitos anos, esse fato reforçou a ideia equivocada de que as mulheres são o sexo frágil. Porém, se analisarmos atentamente a questão, veremos que o sexo masculino pode ser o mais vulnerável.

Em O paradoxo sexual, Susan Pinker acrescenta um novo e importante elemento à polêmica discussão sobre a diferença entre os sexos: a biologia. Segundo a autora, os homens são mais propensos a ficar doentes, a se machucar e a apresentar disfunções de desenvolvimento e problemas psicológicos. As mulheres são mais saudáveis e demonstram maior capacidade de estabelecer vínculos afetivos, o que lhes confere benefícios cognitivos Essas características explicam porque, durante o período escolar, as meninas saem na frente. Porém, essa “vantagem” não perdura, pois novos fatores entram em ação na idade adulta. Frequentemente, mulheres competentes e talentosas optam por assumir cargos de menor responsabilidade ou preferem trabalhar durante meio expediente para dar atenção à família. Os homens, por outro lado, são competitivos e preocupam-se com a carreira.

Nessa obra esclarecedora, Pinker associa perfis biográficos à ciência e revela como certas diferenças influenciam a ambição e as escolhas profissionais de homens e mulheres, conferindo novo sentido à expressão “sexo oposto”.

5. Guerreiras da paz – como a solidariedade, a fé e o sexo mudaram uma nação em guerra, de Leymah Gbowee com Carol Mithers. Editora Companhia das Letras, 287 páginas.

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Nas imagens de guerra, as mulheres costumam aparecer como pano de fundo, chorando seus mortos em desespero. Os protagonistas e narradores dessas histórias em geral são homens que se exibem de armas em punho ou engravatados tomando decisões. Neste livro, Leymah Gbowee mostra como essa imagem é incompleta, e dá voz à população feminina da África. Uma voz que pode se estender para qualquer país que enfrente violência e opressão.

Foi essa voz que se fez ouvir na Libéria, onde, sentadas em protesto, as mulheres pediram paz, fizeram greve de sexo e se ergueram vitoriosas contra o governo do ditador Charles Taylor e a guerra civil que arrasou o país entre 1989 e 2003.

A luta e a influência dessa jovem que tinha dezessete anos no início do conflito lhe renderam o prêmio Nobel da paz de 2011, junto com Elle Johnson Sirleaf – que viria a ser presidente daa Libéria – e a iemenita Tawakkol Karman.

6. Babel – entre a incerteza e a esperança, de Zygmunt Bauman e Ezio Mauro. Editora Zahar, 145 páginas.

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Estamos num interregno: entre o que deixou de ser e o que ainda não é. Nenhum dos movimentos sociopolíticos que ajudaram a minar as bases do velho mundo está pronto para herdá-lo. Não surgiu nenhuma ideologia ou visão consistente que prometa dar forma a novas instituições para este novo mundo.

De um lado, problemas políticos e econômicos produzidos globalmente devem ser solucionados localmente por governos que hoje não encarnam mais os antigos Estados-nação. De outro, uma hiperconectividade que pode dar, através das redes sociais, a sensação ilusória de ativismo e participação política, mas que funciona muitas vezes como mero desencargo de consciência. No meio, o tecido movediço que rege as relações incertas de nosso tempo e no qual, ainda assim, sobrevive a esperança.

Bem-vindos a Babel.

7. O lobo da estepe, de Hermann Hesse. Editora Best Bolso, 250 páginas.

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Harry Haller acredita que sua integridade depende da vida solitária que leva em meio às palavras de Goethe e às partituras de Mozart: um intelectual de 50 anos tentando equilibrar-se à beira do abismo dos problemas sociais e individuais, ante os quais sua personalidade se torna cada vez mais ambivalente e, por fim, estilhaçada. Este livro foi escrito quando Hesse tinha 50 anos, como seu personagem, e estava profundamente influenciado pela psicanálise. Um livro que provoca e subverte e imaginação do leitor, estilo altamentee revolucionário para a época em que foi lançado, um clássico.

8. Exercício d’alma – a Cabala como sabedoria em movimento, de Nilton Bonder. Editora Rocco, 287 páginas.

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Como o corpo humano necessita de movimentos e alongamentos para manter sua flexibilidade, também a alma depende de um bom condicionamento. A alma é o elemento em nós que representa transformação, mudança e mutação. Seu “sedentarismo” se traduz em acomodação e conformismo. Daí a imagem de uma alma que se “exercita”.

As experiências da vida – que proporcionam prazer e sofrimento – funcionam como “aeróbicas” para a alma. Elas nos dão maior fôlego e preparo. É a sapiência, no entanto, com sua capacidade de surpreender, que nos faz “alongar” a alma. A sapiência é um pouco como a anedota, que nos faz rir ao percebermos algo inusitado, por vezes paradoxal ou absurdo. O riso é esta sensação reverberante entre o esperado e o surpreendente. Assim funciona também a sabedoria. Sua missão é nos pegar no contrapé do bom-senso e demonstrar o quanto somos iludidos por nossas percepções e julgamenros.

Estes exercícios contém ideias inesperadas, muitas delas desafiando o bom-senso e revelando, assim, as armadilhas que nos levam à má compreensão do mundo à nossa volta. A alma alongada abre novas possibilidade de vida.

Em Exercícios d’alma, o rabino Nilton Bonder coloca uma vez mais à disposição do grande público os segredos desta milenar tradição da Cabala. Com suas breves, porém poderosas, reflexões para a meditação diária, Bonder se dispõe a dar movimento à sabedoria. Movimento de rotação por meio da meditação e movimento de translação por meio da gradativa e sutil mudança da essência de cada dia, em sintonia com os ritmos que regem o universo.

9. Minha vida até agora, de Jane Fonda. Editora Record, 626 páginas.

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Conhecemos Jane Fonda como atriz e ativista, feminista e esposa, guru de ginástica e exemplo a ser seguido. Nesta autobiografia emocionante, ela prova ser muito mais. Em Minha vida até agora, revela detalhes íntimos e experiências pessoais que espera “poder oferecer uma lente através da qual outros possam ver suas próprias vidas, e como podem vivê-las de uma maneira um pouquinho diferente”. Percorre seu caminho desde a juventude em meio à elite de Holywood, e sua carreira cinematográfica precoce, até os desafios e triunfos mais recentes.

A atriz divide essa “vida até agora” em três atos. No primeiro ato, relembra a infância, os primeiros filmes, a paixão, o casamento com o cineasta francês Roger Vadim. Põe em cena uma garota especial – filha do astro cinematográfico Henry Fonda e da socialite Frances Seymour – marcada pela tragédia da doença mental e do suicídio da mãe, quando tinha apenas 12 anos. Aborda a distância emocional do pai, e seu esforço pessoal para encontrar um caminho no mundo, como uma jovem mulher.

O segundo ato trata do ativismo político. Mesmo quando sua carreira decola, Jane Fonda enfatiza o empenho para viver de forma consciente e autêntica, enquanto permanece sob os holofotes como estrela de Hollywood. Relata seus casamentos com o ativista Tom Hayden e o magnata Ted Turner, e examina seu envolvimento controvertido e decisivo na Guerra do Vietnã. À medida que sua projeção cinematográfica cresce, ela aprende a incorporar seus papéis com uma visão mais ampla sobre aquilo que realmente importa na arte da interpretação -, nesse processo, recebe dois Oscar na categoria de melhor atriz.

No terceiro ato, apresenta o balanço e as lições de sua trajetória, inspira-nos a aprender com suas experiências. Suas confissões vão desde as desordens alimentares provocadas pela bulimia até os acertos e erros da maternidade, as tragédias íntimas como a depressão pós-parto e a dor de ser traída. Enriquecido com reflexões sobre as batalhas pessoais de uma estrela que vive de forma completa e engajada, minha vida até agora é surpreendente, sincero e primorosamente escrito.

10. O capital no Século XXI, de Thomas Piketty. Editora Intrínseca, 561 páginas.

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Que dinâmicas movimentam o acúmulo e a distribuição do capital? O tema da política econômica há muito suscita debates constantes sobre crescimento, concentração da riqueza e o aumento da desigualdade. No entanto, a carência de dados adequados dificulta o acesso a respostas satisfatórias.

Em O capital no século XXI, o economista francês Thomas Piketty apresenta um conjunto inédito de dados de vinte países para os últimos duzentos anos. O autor demonstra que o crescimento econômico e a difusão do conhecimento ao longo do século XX impediram que se concretizasse o cenário apocalíptico preconizado por Karl Marx, mas, ao contrário do que o otimismo dominante após a Segunda Guerra Mundial costuma sugerir, a estrutura básica do capital e da desigualdade permaneceu relativamente inalterada. Piketty constata, com absoluta clareza, que a taxa de rendimento do capital supera o crescimento econômico – e isso se traduz numa concentração cada vez maior da riqueza, um círculo vicioso de desigualdade que, a um nível extremo, pode levar a um descontentamento geral e até ameaçar os valores democráticos. Contudo, Piketty ressalta que tendências econômicas não são forças da natureza: a intervenção política já foi capaz de reverter tal quadro no passado e poderá voltar a fazê-lo.

O capital no século XXI, já considerado referência entre os economistas, contribui para renovar inteiramente nossa compreensão sobre a dinâmica do capitalismo. Ao destacar a contradição fundamental da relação entre o crescimento econômico e o rendimento do capital, esta obra monumental está revolucionando o pensamento econômico atual e instigando uma reflexão profunda sobre as questões mais prementes de nosso tempo.

11. Admirável mundo novo, de Aldous Huxley. Editora Biiblioteca Azul, 306 páginas.

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A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de dois bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulada pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a surpresa, para o imprvisto. O slogan “comunidade, identidade e estabilidade” sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford – aquele da linha de produção de automóveis -, quando o amor é proibido e o sexo, estimulado.

Tais ingredientes levaram Admirável mundo novo a figurar ao lado de 1984, de George Orwell, e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, como uma das principais obras antiutópicas do século XX, em que um futuro sombrio aguarda a humanidade. Alguns ainda veem na ficção de Huxley, esse inglês refinado e cultíssimo, uma crítica à crescente influência americana no período entreguerras, que trazia a reboque a cultura de massas e o american way of life.

Este é, acima de tudo, um romance de ideias, que descreve as formas mais sutis e engenhosas que o pesadelo do totalitarismo pode assumir, e que resiste inexpugnável às interpretações político-ideológicas de esquerda ou direita suscitadas desde seu lançamento. Mundialismo, controle genético, adestramento comportamental e intoxicação coletiva não são dados soltos para a mente construiur com eles uma utopia: são órgãos solidários e inseparáveis de um mesmo e único sistema. Onde quer que apareça um deles, os outros o seguirão, mais cedo ou mais tarde. A lógica deste romance imita e condensa a lógica da História. E Huxley, desenvolvendo a sensibilidade a ponto de criar esse retrato ainda hoje tão perturbador, tornou-se autor de um dos grandes clássicos da literatura mundial.

12. O segredo judaico da resolução de problemas, de Nilton Bonder. Editora Rocco, 134 páginas.

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O senso comum que atribui aos judeus uma capacidade especial de superar obstáculos de todos os tipos, mesmo em condições adversas, reconhece a existência de uma visão de mundo baseada em raízes profundas, como mostra neste livro o rabino Nilton Bonder. Na tradição judaica, em que a pergunta é tão importante quanto a resposta, pensar é preciso: as reviravoltas da realidade dependem do raciocícnio e da percepção acurada, não apenas da fé.

Por intermédio de dezenas de parábolas, Nilton Bonder rejeita aqui as obviedades e as soluções prontas, estimulando a interpretação constante dos fatos e a possibilidade de ver o outro lado das situações. Conforme a herança da mística ancestral, que contempla o divino e o humano, o rabino indica como transitar pelas quatro camadas da realidade: o aparente do aparente (problema literal), o oculto do aparente (o problema metafórico), o aparente do oculto (problema alusivo) e o oculto do oculto (problema secreto).

Não é a inexistência de problemas, mas sim a possbilidade de entendê-los em sua real dimensão e complexidade, que abre as portas para uma vida melhor. A interação entre as quatro camadas – ou seja, o relacionamento entre o literal e o oculto – permite ao ser humano colher e disseminar os bons frutos da existência.

A “lição” é de otimismo. Ao passar do conhecimento aos atos, atento a si mesmo e aos sinais ao seu redor, cada indivíduo se torna apto a usufruir com plenitude, sem sentimentos de culpa nem temor, a corrente da vida.

13. A rebelião das massas, de José Ortega y Gasset. Editora Vida Editorial, 353 páginas.

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Hoje, de tanto que tudo nos parece possível, pressentimos que também o pior seja possível: o retrocesso, a barbárie, a decadência. Isso não seria, por si mesmo, um mal sintoma: significaria que voltamos a ter contato com a insegurança essencial a todo viver, com a inquietude, ao mesmo tempo dolorosa e deliciosa, que se encerra em cada minuto se soubermos vivê-lo desde seu centro, desde sua pequena víscera palpitante e sangrenta. Na maior parte das vezes, nós nos esquivamos de tocar essa pulsação pavorosa, que faz de cada instante sincero um minúsculo coração passageiro; nós nos esforçamos para ter segurança e nos insensibilizamos para a dramaticidade radical do nosso destino, vertendo sobre ele o costume, o uso, o superficial – todos os clorofórmios. Sendo assim, é benéfico que, pela primeira vez depois de quase três séculos, nós nos surpreendamos com a consciência de não saber o que vai acontecer amanhã.

14. Como ler livros – o guia clássico para a leitura inteligente, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren. Editora Realizações, 423 páginas.

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Como ler livros, publicado originalmente em 1940, tornou-se um fenômeno raro, um clássico vivo. Trata-se do melhor e mais bem-sucedido guia de compreensão de leitura para o leitor comum. E agora ele retorna em versão completamente reescrita e atualizada. O livro aborda os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folheio sistemático e pela leitura inspecional. Aprende-se a classificar um livro, a “radiografá-lo”, a isolar a mensagem do autor, a criticar. Estudam-se as diferentes técnicas para ler livros práticos, literatura imaginativa, peças teatrais, poesia, história, ciências e matemática, filosofia e ciências sociais. Por fim, os autores oferecem uma lista de leituras recomendadas, bem como testes de leitura para que você possa medir seu progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura.

15. S., de J.J. Abrams e Doug Dorst. Editora Intrínseca, 472 páginas.

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Um livro, dois leitores, um mundo de mistério, ameaça e desejo.

Uma jovem encontra um livro abandonado por um esranho. As margens repletas de anotações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. A garota responde com suas próprias anotações e deixa o livro para o estranho, e assim começa um inesperado diálogo que faz os dois mergulharem no desconhecido.

O livro: O Navio de Teseu é o último romance de um prolífico porém obscuro escritor chamado V. M. Straka, no qual um homem de passado desconhecido é sequestrado e levado para um navio esquisito com uma tripulação apavorante, e então embarca em uma jornada perigosa e perturbadora.

O autor: Straka, um homem enigmático que desperta discussões acaloradas, um dos grandes mistérios do mundo, um revolucionário sobre quem ninguém conhece nada além de suas palavras escritas e dos boatos que o cercam.

Os leitores: Jennifer e Eric, um formando na faculdade e uma desacreditada aluna de graduação, ambos enfrentando decisões cruciais sobre quem são, quem talvez venham a se tornar e quanto estão propensos a confiar a outra pessoas suas paixões, mágoas e medos.

S., livro concebido pelo cineasta J. J. Abrams e escrito pelo premiado romancista Doug Dorst, é a crônica de um encontr que acontece nas margens de um livro, e os dois leitores se veem presos em uma fatal batalha de forças que está além de sua compreensão. S. é uma declaração de amor de Abrams e Dorst à palavra escrita.

Uma ideia sobre “Uma longa fila de livros…

  1. Márcia,
    Estou vendo sua “longa fila de livros”… Acho difícil alguém vencer essa sua ‘maratona’. Eu gosto de ler, mas, para dar conta de tantos livros, precisaria de meses!
    Desses aí, li apenas “VIVA O POVO BRASILEIRO”. Inicialmente (apenas inicialmente), ele parece um pouco enfadonho. Mas, depois de vencidas as primeiras páginas, descobrimos um livro excelente! Já li duas vezes.
    Pretendo ler alguns dos livros apresentados por você hoje.
    Beijos!

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