Parada forçada

Estive doente. Na semana passada, fui acometida por uma otite aguda, que me deixou completamente prostrada e esse foi o motivo da ausência de publicação no domingo passado. Entre antibióticos, anti-inflamatórios, medicamentos tópicos e analgésicos, permaneci afastada do trabalho, do computador e da maior parte das atividades que havia programadas. Havia planejado escrever um post apresentando minhas dicas para organizar o tempo e desenvolver o hábito da leitura. Dele, apenas o título foi digitado. Também tinha separado os livros da última maratona de leitura, para elaborar as respectivas resenhas, mas também parei por ai. No início fiquei muito aborrecida por interromper minhas atividades, principalmente no trabalho, pois era uma semana muito importante. Para minha felicidade, tenho uma colega de trabalho que segurou as pontas durante o afastamento.

Acabei me rendendo, aproveitando, nos momentos em que a dor arrefecia, para ficar lendo ou assistindo TV. Posso dizer que, do ponto de vista literário, foi um período profícuo, pois, em cerca de seis dias, conclui a leitura de “Eu, robô”, de Isaac Asimov, li integralmente “A visita cruel do tempo”, de Jennifer Egan, iniciei a leitura de “O trem dos órfãos”, de Christina Baker Kline, e de “A jornada do escritor – estrutura mítica para escritores”, de Christopher Vogler. Quanto à TV, minha estratégia foi reduzir ao máximo o volume e acionar as legendas. E foi desse modo que assisti à última temporada de Breaking Bad. Sem maratona exaustiva, apenas alguns episódios por dia (dois ou três, ao longo do dia inteiro). Assisti também a “Guerra nas estrelas”, o primeiro filme da saga, de 1977, que é analisado no livro de Vogler.

Extrai algumas conclusões valiosas, embora um tanto óbvias, dessa parada forçada. A primeira delas é que, não importa quão intenso seja o nosso desejo de realizar alguma coisa, o nosso corpo é um limite real. Sendo assim, a saúde é o maior tesouro e deve ser preservada. Não sei ao certo o que desencadeou a crise de otite, então nem posso ficar falando em prevenção. Afinal, por mais vacinas e cuidados que adotemos, estamos sempre suscetíveis de adoecer, seja de forma mais branda ou mais grave. Há, porém, alguns hábitos que podem nos manter um pouco protegidos, como bem avisa meu cardiologista: alimentação balanceada, atividade física regular e redução do stress. Acrescento que um generosa pitada de amor auxilia tanto na manutenção da saúde quanto em sua recuperação. Eu que o diga, agora recordando a valorosa contribuição ao meu restabelecimento dada por meu amado namorado e minha inigualável filha.

Outra conclusão que tirei dessa história toda: a minha ausência pode ser sentida pelas pessoas, mas a vida prossegue sem mim, de qualquer modo. Ou seja, não adianta tanto stress para realizar ou resolver coisas, pois elas acabarão ocorrendo de alguma forma, bem ou mal, se eu não estiver presente. Assim, quanto mais serena eu consiga me manter, quanto mais saudável permaneça, maior será a probabilidade de participar dos momentos que valorizo. De que adianta correr e desmaiar antes da linha de chegada? Se para estar saudável é preciso adotar bons hábitos, eles serão mantidos e o stress, neutralizado.

Voltei ao trabalho ainda um pouco zonza, por conta da medicação que se estende por 10 dias, mas feliz por retomar a rotina e, principalmente, recuperar a saúde. Enfim, ficou a lição.

2 ideias sobre “Parada forçada

  1. Olá Márcia! Graças a Deus você já está bem. A saúde é um bem preciosíssimo,devemos preserva-lo.
    Sei que você é cuidadosa com a saúde; se adoeceu, não foi por negligência. Como você disse: os pilares para a preservação da saúde são hábitos saudáveis, boa alimentação, atividades físicas, higiene mental… e amor. Amar e ser amado favorece o sistema imunológico.
    Beijos da tia.

  2. Olá Márcia!
    Seu texto, como sempre, muito bom.
    A saúde é o bem mais valioso que possuímos. Não devemos esperar perdê-la para lhe dar valor!
    Felizmente você está bem, e mais consciente da importância de se cuidar.
    Saúde, paz, e muito amor. Tendo estas coisas somos muito felizes!
    Beijo!

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