Maratona de agosto. Afinal, estamos no mês das Olimpíadas…

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Preparei uma vasta seleção de leituras para agosto. Ao todo foram oito livros, sendo dois virtuais, cuidadosamente escolhidos para esse segundo mês de intensas leituras. Esqueci-me, porém, de que estava inscrita em um curso sobre o novo Código de Processo Civil, entre os dias 1º e 31 de agosto, e que vai me tomar bastante tempo e atenção. O resultado dessa confusão toda é que não sei se conseguirei dar conta de toda a leitura planejada. De qualquer modo, apresento os livros que me aguardam.

1. Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, Editora Bertrand Brasil, 236 páginas.

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Contracapa:

Amor, ironia, humor, saudade. Ernest Hemingway foi sempre contrário ao sentimentalismo. Seus contos, seus romances mostram o homem em busca de si próprio, descobrindo-se nos momentos de dor, perigo ou derrota. Nenhum idealismo diante da vida: ela deve ser enfrentada como um desafio, e vencida sem arrogância ou perdida sem lamúrias.

Paris é uma festa mostra-nos um Hemingway diferente, o escritor e o homem fazendo uma viagem sentimental à década de vinte, quando o mundo se abria diante dele e seus companheiros eram gente anônima das ruas e gente famosa como Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitsgerald.

Da cidade, seus perfumes, seus encantos, de si mesmo, de seus amigos e inimigos Hemingway nos deixou, neste livro póstumo, uma série de vinhetas inesquecíveis, escritas com amor e ironia, com humor e saudade.

2. São Bernardo, de Graciliano Ramos, Editora Record, 191 páginas.

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Apresentação:

Os que partem do Nordeste fustigado pela seca forneceram a Graciliano Ramos o material para sua obra mais popular: Vidas secas. Os que ficam lhe permitiram construir o romance que o projetou como um dos maiores escritores brasileiros: São Bernardo.

Como a paisagem árida e impiedosa do sertão nordestino, a narrativa de Graciliano Ramos se vale apenas do essencial. Para ele, o mundo não libera encantos, as paisagens são apenas pontos de referência entre os quais os personagens se movem. Esta linguagem crua e despojada está presente em São Bernardo, romance que tem a força de uma tragédia rural brasileira. Adaptado para o cinema pelo diretor  Leon Hirzsman, ele conta a história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba por se transformar num grande fazendeiro do sertão alagoano, e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a ótica humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder, e do vazio que acompanha sua perigosa escalada, onde não há espaço nem para amizade nem para o amor. São Bernardo surge, dessa forma, como o mais contundente romance sobre a solidão escrito em nossa língua.

3. Clube da luta, de Chuck Palahniuk, Editora Leya, 210 páginas.

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Orelha:

Considerado um clássico desde a sua publicação em 1996, Clube da luta é hoje reconhecido como um dos romances mais originais e provocativos de sua década. O humor negro de Chuck Palahniuk narra a história de um jovem funcionário que descobre que sua frustração e ira não podem ser aclamados com o consumo desenfreado que a mídia oferece. Ele encontra alívio e redenção após horas de luta em pequenos clubes escondidos nos porões de bares da cidade. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acredita ter encontrado uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e de suas regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para a frente.

4. Eu, robô, de Isaac Asimov, Editora Aleph, 302 páginas.

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Contracapa:

Em um dos grandes clássicos da ficção científica, e talvez seu livro mais influente, Isaac Asimov define as normas do comportamento robótico e narra o desenvolvimento das máquinas em nove histórias interligadas: desde os primeiros autômatos, incapazes de falar, até os robôs superinteligentes, aptos a tomar decisões que podem afetar  todos os seres humanos.

“Houve um tempo em que o homem enfrentou om universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo, criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não está mais sozinha (…) Os robôs são uma espécie melhor e mais perfeita que a nossa.” Dra. Susan Calvin. Psicóloga roboticista da U.S. Robots and Mechanical Men, Inc.

5. A costureira de Dachau, Mary Chamberlain, Editora Agir, 336 páginas (livro virtual)

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Breve descrição no site da Amazon:

Londres, 1948. Ada Vaughn está encarcerada na prisão de Holloway, acusada de prostituição e assassinato. Quem é essa mulher? O que a levou a esse destino? Passado entre o glamour de Savoy e o desespero dos campos de concentração, A costureira de Dachau conta a história de uma mulher traída e abandonada que precisa sobreviver sozinha, contando apenas com a própria esperteza para sobreviver às tragédias da maior guerra que o mundo já enfrentou. Mas suas razões podem parecer suspeitas, e não há certeza de sua inocência… Será que uma simples costureira pode ter mais segredos do que se ousa imaginar?

6. Número Zero, de Umberto Eco, Editora Record, 208 páginas (livro virtual)

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Breve descrição no site da Amazon:

Umberto Eco está de volta com um romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo.
Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico. E, nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça — um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores.
Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes, enquanto os dois personagens acreditam que o pesadelo terminou. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje.

Por fim, planejei ler ao menos dois livros já descritos anteriormente e que, até o momento, ainda não consegui ler:

7. Como curar um fanático, de Amós Oz (http://marcia.sampaio.me/2016/02/novas-capas-contracapas-e-orelhas/),

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8. Pequenos terremotos, de Jennifer Weiner (http://marcia.sampaio.me/2016/05/uma-pilha-de-livros-emprestados/).

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Mas certeza, certeza mesmo, só muito estudo com essas belezinhas:

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Uma ideia sobre “Maratona de agosto. Afinal, estamos no mês das Olimpíadas…

  1. Olá, Márcia!
    Li São Bernardo de Graciliano Ramos.
    Assisti (detestei) um filme que tinha esse título: Clube da luta. Não sei se trata da mesma coisa!
    “Paris é uma festa” me interessou, por causa do autor.Gosto muito de Umberto Eco também. Mas o livro que fiquei com muita vontade de foi “A costureira da Dachau”.
    Bom domingo. E que lhe sobre um tempinho para ler e depois me falar sobre o que leu.
    Te amo!

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