Para encerrar o mês de julho

Para encerrar com chave de ouro o melhor mês do ano, elaboramos, eu e minha filha, uma lista de sugestões de filmes que gostamos de assistir juntas:

  • O poderoso chefão (1972)

Nenhuma lista de filmes que se preze pode excluir o melhor de todos os filmes. Decoramos praticamente todas as falas do filme e – por que não dizer? – adotamos em nossas vidas algumas atitudes de Don Corleone (lícitas, ok?). Exemplo: Don Corleone jamais grita com alguém. Afinal, gritar é para os fracos.

  • Quanto mais quente melhor (1959)

Os melhores diálogos em comédia estão nesse filme. Adoramos as interpretações de Jack Lemmon, Tony Curtis e Marilyn Monroe. E não cansamos de ficar escandalizadas com o vestido branco utilizado por Marilyn no show e, depois, no encontro romântico.

  • Cantando na chuva (1952)

A alegria pode ser a melhor definição desse musical. As coreografias impecáveis de Gene Kelly encantam. O filme também mostra as reações das pessoas às mudanças, no caso, à chegada do cinema falado (“Quem mexeu no meu queijo?”)

  • Curtindo a vida adoidado (1986)

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Adolescentes inconsequentes tiram o dia para se divertir e aprontam todo tipo de bobagem. Desse filme, minha filha extraiu uma conclusão: ninguém deveria decidir o que vai fazer pelo resto da vida exatamente quando se é tão idiota (palavras dela).

  • O iluminado (1980)

Eu adoro a cena de abertura, que considero uma das mais belas do cinema. E, segundo a minha filha, é um filme que faz pensar sobre o quanto desconhecemos, às vezes, quem são e o que pensam e sentem as pessoas mais próximas a nós.

  • Psicose (1960)

Se eu tivesse que escolher um filme de terror para chamar de meu, seria esse. Embora goste de quase tudo feito por Hitchcock, esse filme possui um desenrolar que vai surpreendendo. Na verdade, cada fase do filme parece iniciar uma nova história: primeiro, a moça na cidade e o furto do dinheiro. Depois, a fuga e a chegada ao Bates Motel. Ninguém, nem eu antes de assistir a esse filme, desconfiaria de uma rapaz aparentemente tão inofensivo quanto Norman Bates. Depois desse filme, não confio mais em ninguém que tenha cara de bonzinho ou de besta.

  • Toy story (1995)

Lindo filme sobre amizade, que marcou fortemente a infância de minha filha. Recomendado para quem não envelheceu o coração e ainda se sente capaz de resgatar os sentimentos da infância.

  • O Rei Leão (1994)

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Uma tragédia tão marcante que nunca compreendi porque ainda consideram como filme infantil. Haverá quem diga que as crianças não devem assistir a esse filme, para não ficarem chocadas com a história. E, de fato, O Rei Leão apresenta questões como a perda de um ente querido, o sentimento de culpa, a injustiça. Ou seja, tudo aquilo do que gostaríamos de  proteger nossas crianças.

  • Crepúsculo dos deuses (1950)

“Ai, é maravilhoso! Aquela mulher louca”, são as palavras de minha filha ao mencionar esse clássico da década de 50. É um filme sombrio, que mostra uma estrela de cinema decadente, que vive reclusa e planeja um retorno triunfal. Protegida por seu mordomo, que, não por acaso, é um de seus ex-maridos, ela se encanta com um jovem roteirista.

  • Thelma e Louise (1991)

Um dos poucos filmes que vemos mostrar a amizade de duas mulheres que não gira em torno de homens. Elas são solidárias, apoiando-se nas dificuldades encontradas, seja o marido violento, seja a tentativa de estupro, seja a fuga. Meu amigo Raimundo diz que, em razão desse filme, ele incluiu o Grand Canyon na lista dos lugares que precisa conhecer.

  • 12 homens e uma sentença (1957)

Um excelente filme sobre tribunal que não mostra o tribunal. Na verdade, vemos o que acontece quando os jurados se retiram e, no caso do filme, decidem sobre a vida ou a morte de um jovem rapaz. A irresponsabilidade, os preconceitos e todas as características pessoais dos jurados são expostas. O protagonista, interpretando por Henry Fonda, não se conforma com a decisão apressada que levaria à condenação do rapaz, sem que se discutisse as circunstâncias do crime de que era acusado.

  • Rocky, um lutador (1976)

Uma filme sobre persistência, sobre não desistir dos sonhos, sobre testar os limites. A falta de jeito de Stallone confere parte do charme do filme. Apesar de ser um homem ignorante, ele é muito romântico e trata muito bem a namorada. Mas já havia desistido dos ringues, até que surge uma oportunidade, que ele agarra com unhas e dentes. Apolo Creed, campeão mundial, jamais lutaria com um pé-rapado como Rocky, exceto se não quisesse publicidade extra, decorrente do inusitado combate. O acaso, associado à persistência e dedicação, mudam a história de um homem que se considerava um perdedor.

  • Meia noite em Paris (2011)

É um belo filme sobre um escritor que busca inspiração na cidade de Paris, realizando uma viagem no tempo para a década de 20 e encontrando seus maiores ídolos, como Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein…  Essa viagem no tempo revela que as suas companhias contemporâneas não correspondem às expectativas. Na verdade, vê-se que a sua noiva não combina nem um pouco com o seu espírito sonhador.

  • Match point (2005)

Outro filme de Woody Allen. É uma fábula sobre o papel que a sorte desempenha na vida das pessoas. Um ex-tenista trava conhecimento com uma família aristocrática, vindo a casar com uma moça rica. Paralelamente, inicia um romance tórrido com a noiva de seu cunhado. O desenrolar da história aponta para uma tragédia, que, de fato, ocorre, sendo, todavia, a sorte a decidir as consequências para a vida do protagonista.

  • Os miseráveis (2012)

O belíssimo musical baseado no livro de Victor Hugo foi levado às telas do cinema. Se o livro é emocionante, o filme consegue transmitir toda a emoção dos palcos. Quando assistimos pela primeira vez, eu chorei muito no cinema. Assistimos ao musical na Broadway e novamente me acabei de chorar. “Por que eu assistiria a um filme que me faz chorar?”, perguntou minha mãe. Bem, ela assistiu e também não resistiu, indo às lágrimas quando Marius cantou a perda da vida de seus jovens amigos na barricada.

  • Mamma mia! (2008)

Diversão, alegria, lindas praias gregas e uma relação maravilhosa entre mãe e filha. É também um outro filme que fala da amizade entre mulheres, que se conhecem há décadas e se apoiam, rompendo o ditado preconceituoso de que as mulheres não podem ser amigas.

  • Chicago (2002)

Nesse filme, as mulheres não são amigas, mas têm um inimigo em comum: os seus parceiros. É mais um musical nessa lista e nos mostra o mundo do jazz, dos crimes passionais e da exploração midiática da tragédia.

  • O melhor amigo da noiva (2008)

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Adorável comédia romântica, com uma história bem batida: os amigos que se amam mas só percebem isso quando um deles está prestes a se casar com outra pessoa. Então é hora de correr e cometer loucuras para impedir o casamento e revelar os reais sentimentos ao outro.

  • A felicidade não se compra (1946)

Como seria a vida das pessoas que conhecemos se não existíssemos? Esse é o ponto de partida desse lindo filme da década de 40. O filme mostra a história de um homem que desistiu de muitos de seus sonhos da juventude, permanecendo em sua cidadezinha e ajudando muitas pessoas. Quando a situação econômica muda e ele se vê numa posição aparentemente sem solução, o protagonista, interpretado por James Stewart, desespera-se e planeja tirar a própria vida. Um anjo aparece para mostrar a sua importância e demovê-lo de sua ideia suicida.

  • Matar ou morrer (1952)

Para finalizar, outro filmes antigo, com Gary Cooper e Grace Kelly nos papeis principais. É um faroeste que empolga quem não é amante do estilo. O protagonista está deixando o cargo de xerife para casar-se e iniciar vida nova em outra cidade. A notícia da libertação de que um criminoso que ele prendera anos atrás leva o pânico à cidade. O herói desiste de partir e permanece na cidade, para defendê-la, não encontrando nenhum apoio.

Essa é a nossa lista de filmes memoráveis, que não cansavam de rever. Existem muitos outros, mas essa lista condensa nossas sugestões.

2 ideias sobre “Para encerrar o mês de julho

  1. Esta semana assisti novamente O Poderoso Chefão. Toy Story é bom demais! Na verdade bons filmes. Valeu, Márcia!

  2. Márcia,
    Destes filmes que você citou, conheço alguns…
    Curtindo a vida adoidado, Cantando na chuva, Telma e Louise, Matar ou morrer… Toy Story e O rei leão, assisti com Luíza, quando esta era bem pequena.
    Me emocionei com Os miseráveis. É muito bom. Faz jus ao romance de Victor Hugo!
    Porém, o melhor de todos (na minha opinião) é O poderoso chefão.
    Beijo!

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