Para ler no mês mais lindo do ano…

 

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Julho está chegando…  Para mim, é o mês mais belo do ano, por ser quando comemoro a chegada de minha filha ao mundo e à minha vida. Dentro desse espírito comemorativo, antecipo os festejos, apresentando a lista de livros que pretendo ler nesse mês lindo que iniciará amanhã. A lista, composta por livros bastante densos, foi especialmente elaborada tendo em vista a minha maravilhosa filha que, há quase 21 anos, me presenteia com sua companhia e com quem travo intermináveis conversas sobre literatura, filosofia, direito, economia, história, cinema, música, feminismo, Netflix… Chamarei a minha eclética seleção de “Maratona de julho”. Hoje apresentarei as suas capas, contracapas e orelhas. Se tudo der certo, no início de agosto trarei as resenhas.

1.Eu sou a lenda, de Richard Matheson, Editora Aleph, 382 páginas.

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Contracapa:

“Livros como Eu sou a lenda foram uma inspiração para mim” Stephen King

Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem da Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso… Eu sou a lenda, escrito por Richard Matheson em 1954, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes. O romance também inspirou alguns dos grandes mestres do terror, tanto na literatura, como Stephen King, como n cinema, como George A. Romero.

 

2. A caixa-preta, de Amós Oz, Editora Companhia das Letras, 267 páginas.

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Contracapa:

A caixa-preta a que se refere o título não pertence a um avião, e sim a uma relação amorosa desfeita. Anos após o divórcio escandaloso, Ilana,a esposa rejeitada, emerge das cinzas do tempo, da distância e do rancor para passar a limpo seu casamento com Alec Guideon, professor e escritor mundialmente famoso. Ao mesmo tempo, por trás de paixões tão intensas que beiram a loucura, desenha-se com precisão o complexo panorama social, religioso e político da vida em Israel na segunda metade do século XX. Fortemente erótico, mas também engraçado e poético, A caixa-preta revela aos poucos sua sabedoria mais funda e amarga: somente a proximidade da morte e a consciência da finitude do corpo podem apaziguar as paixões.

3. Elogio da madrasta, de Mario Vargas Llosa, Editora Objetiva, 178 páginas.

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Contracapa:

Lucrecia e don Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, creem que nada pode afetar esse idílio cheio de fantasias e sexo.

Alfonso, ou Fonchito, filho de don Rigoberto, parecia ser o último empecilho; amava demais sua mãe, Eloisa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrecia.

O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.

Elogio da madrasta é uma incursão bem-humorada e sutil de Vargas Llosa pela literatura erótica; é um livro surpreendente, de um dos mais importantes escritores da atualidade.

4. O estrangeiro, de Albert Camus, Editora BestBolso, 110 páginas.

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Contracapa:

“Num universo repentinamente privado de ilusões ou de luzes, o homem se sente um estrangeiro.” Albert Camus, em O mito de Sísifo.

“Em O estrangeiro, Camus nos deu uma históri densa, dura, intensa. Como era próprio no autor, é marcante o sentimento existencialista do personagem principal, sua solidão, dúvidas e o quase surrealismo de seus conflitos.” Jornal do Brasil

Cinco décadas após sua morte, é indiscutível a atualidade do personagem de Camus e de sua obra com foco na análise do homem contemporâneo. Traduzido para mais de 40 idiomas, O estrangeiro é hoje o recordista absoluto e vendas em formato de bolso na França. O romance faz parte do “ciclo do absurdo” do escritor e é seu livro mais conhecido. O narrador-personagem é o argelino Meursault, que mata um árabe por impulso. Meursault é o anti-herói que assassina um homem “por causa do sol” e sobe ao cadafalso afirmando que “era feliz e que o era ainda”. Publicado em 1942, este livro ganha repercussão coma  visionária inquietação do autor. Suas obras são muito marcadas pela incerteza e pelo absurdo da existência.

Albert Camus recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957.

5. Senhor das moscas, de William Golding, Editora Alfaguara, 223 páginas.

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Contracapa: “Escrito de forma maravilhosa; trágico e provocativo.” E. M. Forster

Publicado originalmente em 1954 Senhor das Moscas é um dos romances essesnciais da literatura mundial. Adaptado duas vezes para o cinema, traduzido para 35 idiomas, o clássico de William Golding – que já foi visto como uma alegoria, uma parábola, um tratado político e mesmo uma visão do apocalipse – vendeu, só em língua inglesa,mais de 25 milhões de exemplares.

A nova tradução para o português mostra como este romance mantém o mesmo impacto desde o seu lançamento. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida.

“O mais influente romance (…) desde O apanhador no campo de centeio, de Salinger.” Time.

Orelhas:

“Para mim, Senhor das Moscas sempre significou o motivo pela qual os romances existem, o que os tornam indispensáveis.” Stephen King.

“Esta obra brilhante é uma paródia assustadora do retorno do homem (em apenas algumas semanas) àquele estado de escuridão de onde se levou milhares de anos para emergir. Para ser bem-sucedida, uma fantasia deve se manter muito próxima da realidade. Senhor das Moscas faz isso. Ela também precisa ser escrita de forma magistral. Esta é assim.” The New York Times Book Review

Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cau numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de menins em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos – e por seus próprios desígnios – esses garotos aparentemente inocentes transforma  a ilha numa visceral disputa pelo poder e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Senhor das Moscas é um clássico moderno; um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano.

Eis a lista. Vamos ao espetacular mês de julho…

3 ideias sobre “Para ler no mês mais lindo do ano…

  1. Querida Márcia,
    Fico muito feliz que tenha compartilhado seu blog comigo! Irei acompanhar…
    Fico mais feliz ainda em saber que dentre os livros selecionados, está um que indiquei! É um prazer e honra. Espero que goste!

    Adorei a seleção de julho!
    Belo texto, Luíza realmente merece homenagens e celebrações!
    Dê um abraço nela por mim, quando chegar a data.

  2. Márcia,
    Também para mim, o mês de julho é o mais lindo do ano. Foi quando eu e Ronaldo entramos nessa linda aventura, que já dura quase cinquenta anos! Uma aventura da qual renderam tão bons frutos. Inclusive a nossa linda netinha Luíza, que, por feliz coincidência, também nos foi presenteada por Deus neste abençoado mês de Julho. Depois, o Grande Criador, achando que merecíamos mais, nos deu Rodrigo e Ronaldo. Então, maio e novembro tornaram-se também meses lindos e abençoados!
    Temos também janeiro, abril e junho, que são especialíssimos.
    Agora falemos dos livros:
    Todos parecem interessantes.
    Como acabei de ler um livro de Mário Vargas Llosa e gostei muito,”Travessuras da menina má”… Fiquei com muita vontade de ler ” Elogio da madrasta”.
    Beijo!

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