Estrelas do passado

O grande cinema americano sempre teve as suas divas. Nomes como Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Grace Kelly, Audrey Hepburn soam familiares até mesmo para quem não é amante da sétima arte.

Embora seja um qualidade indispensável, o talento dramático não basta para o surgimento de uma estrela de cinema. A beleza ajuda, mas não é o que define o estrelato. Se não fosse assim, todas as grandes atrizes e todas as beldades seriam estrelas. É preciso mais. Além de uma grande dose de sorte, é preciso um quê indefinido que atrai para si a atenção do publico.

Entre tantas estrelas, o American Film Institute – AFI, em 1999, listou as 25 maiores estrelas do cinema, utilizando como critério popularidade, profissionalismo na carreira, legado cultural e papel na sociedade que exerceram. A sua lista contempla estrelas do passado, hoje esquecidas do público. Embora a lista já tenha 14 anos, chama a atenção o fato de que as 15 maiores estrelas indicadas já faleceram.

Katherine Hepburn e Spencer Tracy (www.fanpop.com)

1º lugar: Katherine Hepburn, atriz americana, vencedora de quatro prêmios Oscar (Manhã de glória – 1933; Adivinhe quem vem para o jantar? – 1968; O leão no inverno – 1969; Num lago dourado – 1982), nasceu em 1907 e morreu em 2003, aos 96 anos.

Embora goste muito de cinema, vi pouca coisa de Katherine Hepburn, mas recordo com afeição do filme “Adivinhe quem vem para o jantar”, que traz, como tema, o casamento interracial. Spencer Tracy, eterno amor de Hepburn, fez sua última aparição no cinema e Sidney Poitier interpretou um belo médico apaixonada pela filha do casal branco de ideias liberais.

Katherine casou-se aos 21 anos e, após a separação, seis anos depois, permaneceu solteira, o que levantou suspeitas de que fosse lésbica ou bissexual. Justificava sua escolha, dizendo que optara por não ter filhos, por entender que a maternidade era um compromisso de tempo integral, incompatível com a vida que escolheu. Abraçou a profissão, adotando sempre uma postura extremamente independente, bastante avançada para a época. O seu grande amor foi Spencer Tracy, com quem relacionou-se de 1941 até 1967, quando ele morreu. Aliás, nesse período ela afastou-se do trabalho para cuidar da saúde dele, bastante fragilizada.

Bette Davis e Gary Merril, em A malvada (www.fanpop.com)

2º lugar: Bette Davis, atriz americana, vencedora de dois prêmios Oscar (Perigosa – 1936; Jezebel – 1939), nasceu em 1908 e morreu em 1989, aos 81 anos. Casou-se por quatro vezes, a última delas com Gary Merril, com quem contracenou em A malvada. Aliás, por este filme concorreu ao Oscar, no ano de 1951. Não levou o Academy Award, mas, por sua atuação, foi eleita a melhor atriz no Festival de Cannes.

Bette Davis não era bonita. Possuía olhos expressivos e uma personalidade forte, que ficava evidente em cada interpretação. Assisti a muitos filmes de várias fases de sua carreira. “A malvada” é, provavelmente, o mais popular de todos. Esse filme conta com um elenco espetacular, que inclui Anne Baxter, Gary Merril, George Sanders, Telma Ritter, Celeste Holm, Marilyn Monroe. O filme conta a história de Margo Channing (Bette Davis), uma estrela da Broadway que, envelhecendo, vê-se ameaçada pela jovem fã, Eve (Anne Baxter), que pretende roubar seu lugar em cena e o seu noivo.

Audrey Hepburn (www.revista21.com.br)

3º lugar: Audrey Hepburn, atriz belga, ganhadora do Oscar de melhor atriz no ano de 1953, pelo filme A princesa e o plebeu, nasceu em 1929 e faleceu em 1993, aos 63 anos.

Filha de um banqueiro britânico e uma baronesa holandesa, após o divórcio dos pais, Audrey foi estudar num colégio interno, onde começou a dançar ballet. Com a explosão da Segunda Guerra, foi morar na Holanda, com a mãe. Ali, após a invasão nazista, passaram muitas privações e a lenda conta que chegou a alimentar-se de folhas de tulipa. Muitos de seus parentes, envolvidos coma Resistência, foram mortos. Após o fim da guerra, a sua carreira de bailarina não progrediu, por ser considerada muito alta. Começou a trabalhar como modelo fotográfico, corista e atriz. Submetida a um teste para o filme A princesa e o plebeu, foi selecionada e ganhou um Oscar pela atuação em seu primeiro filme.

“Bonequinha de luxo”, grande sucesso da carreira de Audrey, foi baseado em romance de Truman Capote, que sonhava ver Marilyn Monroe interpretando o papel de Holly Golightly, uma espécie de prostituta de luxo. Marilyn recusou o papel, por recomendação de Lee Strassber, seu mentor. Hoje, assistindo ao filme, é fácil entender o que Capote tinha em mente. A personagem, linda, solitária, carente, perdida, explorada, tinha muito em comum com a própria Marilyn. Com a interpretação de Audrey, o filme certamente perdeu a intensidade que viria de uma interpretação de Marilyn, mas ganhou em leveza, inocência. Audrey Hepburn é  um ícone da moda, inspirando, ainda hoje, centenas de garotas que admiram seu estilo discreto, gracioso, delicado, perseguindo a aparência da “Bonequinha de luxo”.

O meu filme favorito de Audrey, todavia, é outro: My fair lady, baseado na história de Pigmalião. Só podia ser um musical, meu gênero favorito. Audrey interpreta Eliza Doolitle, vendedora de flores, que se torna objeto de uma aposta entre dois foneticistas: Henry Higgins (Rex Harrison) e Hugh Pickering. O Professor Higgins garante que, através do treinamento linguístico, seria capaz de, em seis meses, transformar uma vendedora de flores ignorante em uma dama da sociedade. Claro que a vendedora e o professor de fonética se apaixonam. E brigam muito. As músicas são maravilhosas, embora a voz de Audrey tenha sido dublada, para sua decepção.

Estrelou, ainda, muitos filmes, como Sabrina, Charada, Como roubar um milhão de dólares. Por reconhecimento pela ajuda recebida quando era, ela mesma, uma refugiada de guerra, Audrey tornou-se embaixadora do Unicef em 1987.

Ingrid Bergman (www.vcviu.com.br)

4º lugar: Ingrid Bergman, atriz sueca, nascida em 1915 e falecida em 1982 (no dia do seu aniversário, 29 de agosto), aos 67 anos, recebeu dois prêmios Oscar de melhor atriz (À meia luz – 1945; Anastasia – 1957) e um Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 1975, por sua atuação em Assassinato no Expresso do Oriente.

Ao partir para Hollywood, em 1939, Ingrid já era uma atriz famosa em seu país. Em 1942, filmou Casablanca, o seu filme de maior sucesso e considerado um dos maiores clássicos do cinema. Era admirada pelo seu frescor, que permitia interpretar uma ampla variedade de papéis, que iam de princesas a camponesas. Atuou em grandes filmes, como Por quem os sinos dobram, Quando fala o coração, Interlúdio, Sob o signo de capricórnio…

Ingrid Bergman foi, sem sombra de dúvidas, uma estrela “rock’n’roll”. Escandalizou a América ao abandonar a família (marido e filha) para viver com o diretor Roberto Rossellini. Por conta desse romance, permaneceu muitos anos afastada dos Estados Unidos. O casamento durou oito anos e eles tiveram três filhos, uma dos quais, herdeira da beleza da mãe, tornou-se, também, atriz: Isabella Rossellini.

Ingrid Bergman morreu em decorrência de um câncer de mama que impôs a realização de uma dupla mastectomia. Rebelde como sempre, recusava-se a ceder à doença, permanecendo a fumar e beber vinho até os momentos finais. Mais rock’n’roll’ impossível.

Greta Garbo (http://minerva.bloggsida.se)

5º lugar: Greta Garbo, outra atriz sueca, nascida em 1905 e falecida em 1990, aos 84 anos, recebeu, em 1954, um Oscar pelo conjunto de sua obra.

Conhecida pelo mistério que sempre a envolveu, Greta Garbo foi trazida a Hollywood por Loius B. Mayer. O início foi difícil, pois não dominava o inglês e o forte sotaque era motivo de riso entre os colegas. Se ao chegar à América, Garbo era gordinha, dentuça, com cabeços crespos e queixo duplo, não há dúvidas de que foi moldada à perfeição para adequar-se aos padrões norte-americanos. Já naquela época, impunha-se à candidata ao estrelato a necessidade de submeter-se a dieta, alinhamento dos dentes e alisamento dos cabelos. Ao avistarem as fotos da Garbo modificada, os chefões de Hollywood não titubearam e ofereceram um contrato vantajoso à atriz estrangeira, que, ao contrário das demais atrizes, já estreou como protagonista, no filme Os proscritos.

Garbo foi uma grande estrela do cinema mudo, dominando a arte da expressão facial, do uso da mãos e do caminhar. Atuou em grandes filmes como A dama das camélias, Ninotchka, Mata Hari, Anna Karenina. Garbo jamais casou ou teve filhos. Conta que era bissexual. Encerrou a carreira bruscamente, aos 36 anos. Viveu reclusa em seu apartamento em Nova York, evitando, a todo custo, o contato com a imprensa.

Marilyn Monroe (www.jormaltudobh.com.br)

6º lugar: Marilyn Monroe, atriz americana, nascida em 1926, faleceu em 1962, aos 36 anos, sendo eleita a  mulher mais sexy de todos os tempos. Muito já se contou sobre a história de menina carente, que nunca conheceu o pai, rejeitada pela mãe, criada em lares adotivos. Casou-se cedo, aos 16 anos, como única alternativa, pois a família que a acolhia não pretendia levá-la na mudança para outra cidade. O casamento não durou. Durante a guerra, a bela moça, nascida em Hollywood, começou a trabalhar como modelo fotográfico, lutando por uma oportunidade. Dizem que, antes da fama, cedeu à prostituição, o que é bem provável. Ao menos, é certo que as suas primeiras chances no cinema foram conquistadas por força de favores sexuais.

A sua vida amorosa, os casamentos com Joe Di Maggio e Arthur Miller, e o relacionamento com os irmãos Kennedy foram exaustivamente esquadrinhados nesse meio século que se passou desde a sua morte. Vista à distância, em conjunto, a sua filmografia está repleta de tristeza, abandono, ilusão. Repetidamente observamos a história da moça bela, pobre e ignorante que sonha ascender socialmente mas só conta com os seus atributos físicos. Interesseira, ela é sempre um objeto a ser explorado. Apesar do tom de comédia, todos os filmes de Marilyn soam carregados de uma melancolia que atravessa seu sorriso infantil, da tristeza de ser só.

As circunstâncias de sua morte, nunca totalmente esclarecidas, tornam-se mais nebulosas, tendo em vista que, àquela altura, a estrela, consciente de seu talento e poder, encontrava-se solitária, abusada por dois homens poderosos, envolvida com a Máfia e dependentes de álcool e remédios.

Elizabeth Taylor (www.fanpop.com)

7º lugar: Elizabeth Taylor, atriz inglesa, nasceu em 1932 e morreu em 2011, aos 79 anos. Recebeu dois prêmios Oscar (Disque Butterfiel 8 – 1961; Quem tem medo de Virginia Woolf – 1967). Liz Taylor foi uma criança prodígio, iniciando a carreira aos dez anos de idade, participando da série de filmes Lassie.

Bonita, com lindos olhos cor de violeta, casou-se oito vezes, duas delas com o mesmo homem, Richard Burton, com quem envolveu-se durante as filmagens de Cleópatra. Extravagante, colecionava jóias, dentre as quais destacava-se o diamante Krupp, de 33,19 quilates, presenteado por Richard Burton. Sua coleção reunia, dentre muitas peças fabulosas, a pérola La Peregrina, oferecida pelo príncipe Felipe II, da Espanha a rainha da Inglaterra, Maria Tudor. O diamante mais pesado do mundo, com 69,42 quilates, muito apropriadamente batizado de Taylor-Burton, também pertencia à famosa coleção.

Atuou em grandes filmes, como Assim caminha a humanidade, Um lugar ao sol, Gata em teto de zinco quente, A última vez que vi Paris.

Judy Garland (www.fanpop.com)

8º lugar: Judy Garland, atriz americana, nascida em 1922 e falecida em 1969, aos 47 anos. Filha de artistas do vaudeville, estreou aos dois anos e meio de idade, ao lado das irmãs. Aos treze anos foi contratada pela MGM, onde, entre beldades como Lana Turner, Ava Gardner e Elizabeth Taylor, a pequena Judy era o patinho feio. Atuou em uma série de pequenos musicais ao lado do astro juvenil Mickey Rooney, vindo dessa época o seu vício em anfetaminas e barbitúricos.

Aos 16 anos estrelou O mágico de Oz, considerado um dos maiores filmes de todos os tempos. Sofrendo com problemas de auto-estima, fez a transição para os papéis adultos. Em 1947 sofreu um colapso nervoso, foi internada em uma clínica psiquiátrica e cometeu a primeira tentativa de suicídio. Após um período de depressão e problemas de saúde, filmou Nasce uma estrela, com o qual concorreu ao Oscar daquele ano, vencido por Grace Kelly. Judy ainda estrelou uma série de televisão de muito sucesso, mas que só durou uma temporada. Depois, realizou uma série de concertos, ao lado de sua filha, Liza Minelli, então com 18 anos. A sua morte foi considerada acidental, apesar da altíssima concentração de barbitúricos encontrada em seu organismo.

Marlene Dietrich (www.earlypics.com)

9º lugar: Marlene Dietrich, atriz alemã, nascida em 1901 e falecida em 1992, aos 90 anos. É inacreditavelmente difícil encontrar uma imagem de Marlene Dietrich sem um cigarro nas mãos. Não tenho dúvidas de que fazia parte do glamour da época. Em seus papéis, ocupava sempre a posição de mulher fatal, poderosa, dominadora. O primeiro grande sucesso, O anjo azul mostra a dançarina Lola Lola levando à ruína um compenetrado professor de ginásio. A paixão pela cantora de cabaré leva o pobre professor Rath à total decadência.

Gosto de outro filme de Dietrich: Testemunha de acusação. É um filme de tribunal, com muito suspense e reviravoltas surpreendentes. Provavelmente um dos melhores filmes de tribunal já feitos, contando, além de Dietrich, com um elenco de peso, que incluia Charles Laughton e Tyrone Power.

Dietrich recusou o convite de Hiltler para estrelar filmes pró-nazistas e naturalizou-se americana, passando a cantar no front para incentivar as tropas aliadas. A partir de 1951 passou a apresentar-se como cantora em Las Vegas. Ao retornar à Alemanha, em 1962, foi recebida como traidora.

Joan Crawford (desvendandoestrelas.blogspot.com.br)

10º lugar: Joan Crawford, atriz americana, nascida em 1905 e falecida em 1977, aos 75 anos.

Estrela do cinema mudo, contam que a sua primeira chance foi obtida quando, acidentalmente, foi vista por um executivo da MGM quando trocava de roupa. Era normal em Hollywood que as candidatas ao estrelato “provassem as suas qualidades” aos chefões do estúdio. Concorreu três vezes aos Oscar, sagrando-se vencedora em 1945, por sua atuação em Almas suplício.

Casou-se quatro vezes, a primeira com o astro de cinema Douglas Fairbanks, e a última com o empresário Alfred Steele, maior acionista da Pepsi Cola. Ao ficar viúva, em 1959, assumiu, por muitos anos, uma posição no conselho da multinacional.

Barbara Stanwick (aurorasginoint.com)

11º lugar: Barbara Stanwick, atriz americana, nascida em 1907 e falecida em 1990, aos 82 anos, recebeu um Oscar honorário em 1981. Abandonada pelo pai, viveu com várias famílias. Aos 15 anos começou a trabalhar como corista em cabarés de Nova York, tornando-se uma estrela da Broadway. Casou por duas vezes e, após o segundo divórcio, jurou nunca mais tornar a casar.

Assisti a alguns de seus filmes, como Stella Dallas, Adorável vagabundo, Pacto de sangue. Versátil, ela atuava em filmes de suspense, dramas, comédias e westerns.

 

Claudette Colbert (www.biography.com)

12º lugar: Claudete Colbert, atriz francesa, nascida em 1903 e falecida em 1996, aos 92 anos, ganhou o Oscar de melhor atriz em 1935, por sua atuação no filme Aconteceu naquela noite, comédia louca com Clark Gable.

Sua família emigrou para os Estados Unidos quando ela ainda era muito pequena. Ela pretendia ser costureira mas, por insistência de uma amiga, estreou na Broadway. Em Hollywood, foi uma estrela de um gênero conhecido como comédia excêntrica, atuando, também em papéis dramáticos.

Grace Kelly (www.listal.com)

13º lugar: Grace Kelly, atriz americana, nascida em 1929 e falecida em 1982, aos 62 anos, recebeu o Oscar de melhor atriz em 1955 por Amar é sofrer.

Sua carreira cinematográfica durou seis anos, ao longo dos quais estrelou onze filmes, recebeu um Oscar e uma estrela na calçada da fama. Retirou-se da vida artística para casar com o Príncipe Rainier, de Mônaco.

Atuou ao lado de Gary Cooper em Matar ou morrer, um dos melhores westerns que já assisti. Era, também, uma atriz muito requisitada por Hitchcock, com que fez três filmes: Disque M para matar, Janela indiscreta e Ladrão de casaca.

Sempre houve muita especulação sobre a vida amorosa de Grace Kelly, antes de seu casamento. Muitas fontes a descrevem como ninfomaníaca, havendo rumores de romances com praticamente todos os astros com quem atuou: Ray Milland, Clark Gable, William Holden, Bing Crosby, Cary Grant. Sua lista de amantes incluiria, ainda, o Xá do Irã, Reza Pahlevi, e o estilista Oleg Cassini.

Retirou-se da vida artística aos 27 anos, para tornar-se Sua Alteza Sereníssima, a Princesa de Mõnaco.

Ginger Rogers (tytropes.org)

14º lugar: Ginger Rogers, atriz americana, nascida em 1911 e falecida em 1995, aos 84 anos, ganhou o Oscar de melhor atriz por Kitty Foyle, em 1941.

Estreou ao 15 anos no vaudeville, partindo para o cinema aos 19 anos. Maior parceira de Fred Astaire, gabava-se de realizar tudo o que seu parceiro fazia, de costas e salto alto.

Em O picolino, a cena em que a dupla dança o Cheek to cheek é considerada uma das melhores sequências de dança de todos os tempos.

Mae West (http://www.freemasonry.bcy.ca)

15º lugar: Mae West, atriz americana, nascida em 1893 e falecida em 1980, aos 87 anos. Como era comum naquela época, começou no teatro aos cinco anos de idade. Em 1926, quando atuava na peça Sex, foi condenada a 8 dias de prisão por corromper a juventude. Foi a responsável pela descoberta de Cary Grant.

Chegou a Hollywood em 1932, deixando gravada a sua imagem sempre languidamente estendida num sofá ou envolvida em peles e um grande decote, com uma das mãos nos quadris. Seus seios eram tão grandes que os paraquedas da RAF foram batizados como “Mae West”.

Não conheço seus filmes e tive dificuldade em encontrar uma foto sua que não fosse por demais vulgar. Parece que se passaram 100 anos e continuamos puritanos demais para Mae.

Muitos anos se passaram, novas estrelas sempre surgem e brilham nas telas do cinema. O tempo há de indicar aquelas que deixarão sua marca na história do cinema.

2 ideias sobre “Estrelas do passado

  1. Olá Márcia!

    Sou, simplesmente, apaixonada por filmes antigos, CARINHOSAMENTE, chamados de clássicos e apesar de iniciante nessa área conheço um pouco da obra dessas grandes atrizes citadas.

    Em especial, sou fascinada pela atriz Marlene Dietrich, de tal modo que ela elevou “Testemunha de Acusação” para a categoria dos meus filmes preferidos de todos os tempos; a sua atuação visceral, o sotaque com a voz profunda, a maneira como vai envolvendo a todos em suas narrações e sutilezas, para depois surpreender e nos deixar com queixo caído, além, é claro, do olhar!

    Ah, os olhares!
    Como não sentir a força que emana do olhar de Bette Davis, tão firme e cheia de atitude que, para muitos desavisados, é a face da malvada do filme. Rsrsrs…
    Gosto das histórias sobre as suas desavenças com Joan Crawford e seus humor ácido, tão peculiar e raro até nos tempos atuais.

    Não faz muito tempo, chorei de rir assistindo Levada da breca, com Katherine Hepburn e Cary Grant, onde ela interpreta uma decidida, inconsequente herdeira, com leveza e uma certa dose de impertinência!

    Enfim, elas realmente arrasavam!
    Grandes ensinamentos são adquiridos esquadrinhando as vidas dessas mulheres.
    Em um meio que era(é) ditado e dominado pelos grandes executivos (homens), elas possuíam uma força e, ao mesmo tempo, uma fragilidade que estão eternizadas em seus filmes.

    Ressalto o quão feliz fiquei com esse texto!
    Gosto de saber mais sobre as estrelas e sobre esse período tão fascinante dos grandes estúdios norte-americanos.

    Tenho, inclusive, interesse em ler um pouco mais sobre esse passado do cinema norte-americano deixando aqui registrado que, sabendo de alguma biografia interessante ou relatos dessas épocas, ficaria feliz com indicações!

    Abraços,
    Isabella.

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