Escola nova (Pavê de amendoim)

Passado o Carnaval, começa o ano letivo. Ruas cheias de jovens e crianças uniformizadas, carregando mochilas, a caminho da escola. Alguns estudantes, por razões variadas, mudam de escola e o início das aulas traz questões muito caras aos jovens e aos seus pais. Quem serão os colegas? Serão conhecidos? Ou receptivos? “Serei popular nessa nova escola”? “Receberei convites para as festas”? Ou para participar do time de futebol? Os professores serão camaradas? Ou excessivamente rigorosos? As aulas serão agradáveis? Como será o aproveitamento, quando começarem as avaliações?

Natural fonte de angústia, essa mudança é sempre um desafio. Sem adentrar em questões didáticas ou acadêmicas, visualizo alguns benefícios que se pode obter nessa troca, independente de qual tenha sido a sua motivação. Um deles, e talvez o que mais me toca, é proporcionar o enfrentamento da alteração de condições estabelecidas. Não são poucas as pessoas que temem as mudanças, sejam de endereço, emprego, cidade, estado civil, profissão, status social. É necessário lembrar, contudo, que as mudanças fazem parte da vida e a capacidade de adaptação é uma qualidade indispensável à sobrevivência.

Uma outra vantagem da mudança é que, uma vez ultrapassado o estranhamento original, o estudante passa a contar com uma rede ampliada de amigos: os da antiga escola e os mais recentes. Para tanto, precisa exercitar suas habilidades sociais, mantendo contato com os velhos camaradas e encontrando afinidade com os que passa a conhecer. Tal qualidade se revela extremamente valiosa na vida adulta, quando uma parte importante da carreira profissional relaciona-se ao chamado networking, à capacidade de estabelecer redes de contatos.

Não significa que se deva trocar as crianças de escola apenas para que desenvolvam tais habilidades, mas o temor extremo da exposição das crianças e jovens às novas expectativas e exigências não se justifica, exceto por uma certa arrogância que nos faz crer que podemos nos poupar e a nossos rebentos de todos os males e sofrimentos do mundo. Cautela é sempre bem-vinda, mas pais super-protetores não contribuem para o desenvolvimento de filhos independentes. Orientação vale mais do que excesso de proteção.

De qualquer modo, seja voltando ao velho colégio de sempre ou estreando em nova instituição de ensino, nada agrada mais à criançada e aos jovens do que encontrar uma sobremesa gostosa no final de semana. Experimente o pavê de amendoim:

Prepare o creme de chocolate: misture duas xícaras de leite, três colheres (sopa) de chocolate em pó e três colheres (sopa) de maisena, leve ao fogo baixo e mexa sempre até engrossar. Reserve.

Bata duas colheres (sopa) de manteiga com três xícaras de açúcar. Sem parar de bater, adicione duas gemas, uma de cada vez. Retire da batedeira e misture uma xícara de amendoim torrado e moído e uma lata de creme de leite.

Numa forma refratária, alterne camadas de creme de amendoim e de biscoito maisena (um pacote). Finalize com o creme de chocolate reservado e polvilhe meia xícara de amendoim torrado e moído. Leve à geladeira.

2 ideias sobre “Escola nova (Pavê de amendoim)

  1. Márcia,
    Creio que as mudanças nos deixam apreensivos, mas são necessárias. Se não se mudar um pouco, a vida fica muito sem graça. Principalmente quando se é jovem.
    Gostei muito da receita. Adoro amendoim.
    Beijos.

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